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SINTA-SE EM CASA, DEIXE SEU RECADO, SUA OPINIÃO, E UNIDOS ESTAREMOS PELA ORAÇÃO.

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sábado, setembro 04, 2010

Mensagens
Madre Teresa, dentre tantas vocações, tinha também um notável dom para a escrita. Cada uma destas é fruto de sua vida do Evangelho Vivo e Vivido. Cada uma dessas mensagens adequa-se à uma determinada situação ou tema. LUTA "Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos... Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não têm idade. O teu espírito é como qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada conquista, vem um novo desafio. Enquanto estiver viva, sinta-se viva. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas... Continue, quando todos esperam que desista. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que, em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha".

AMOR

Fazer coisas ordinárias com amor extraordinário.
Vamos amar a Deus como Ele ama a cada um de nós. E onde este amor começa? Em nossa própria casa. Como começa? Rezando junto com Deus, Ele nos disse: " ame seu próximo como a você mesmo". Então, primeiro eu devo amar.
E fazer coisas ordinárias com amor extraordinário.
Vamos amar uns aos outros como Deus nos ama. E onde este amor começa? Em nossa própria casa. Como começa? Rezando juntos.
Deus nos contou: “ame seu próximo como a você mesmo". Então, primeiro eu devo amar a mim mesmo corretamente, e então amar ao meu próximo. Mas, como eu posso me amar a menos que eu me aceite como Deus me fez? Amar a mim mesmo corretamente, e então amar ao meu próximo. Mas como eu posso me amar a menos que eu me aceite como Deus me fez?

CONTEMPLATIVOS

No coração nós não somos os trabalhadores sociais. Nós podemos estar fazendo trabalho social nos olhos de algumas pessoas, mas nós devemos ser contemplativos no coração do mundo.

CRIADOS PARA AMAR

Deus nos criou para amar e ser amados, e este é o começo da oração - saber que Ele me ama, que eu fui criado para maiores coisas.

ALGO BONITO PARA DEUS

O que eu posso fazer, você não pode. O que você pode fazer, eu não posso. Mas juntos nós podemos fazer algo bonito para Deus.

A CRIANÇA

A criança é o presente de Deus à família. Cada criança é criada na imagem especial e semelhança de Deus por maiores coisas - amar e ser amado.

FAMÍLIA

A família que reza unida permanece unida, e se eles ficam unidos, eles amarão um ao outro como Deus amou cada um deles. E trabalho de amor é sempre trabalho de paz.

SANTIDADE

Santidade não é o luxo do alguém; é um dever simples, para você e para mim.

Diác. Agnaldo Bueno / Fonte: cançaonova

Inicia-se uma missão!
Agnes Gonxha Bojaxhiu era o nome de batismo de Madre Teresa, que nasceu aos 26 de agosto de 1910, em Skopje - Albânia, hoje a atual capital da Macedônia. Ela tinha dois irmãos mais velhos: Ágata e Lázaro. O pai chamava-se Nicolau, e era um próspero comerciante albanês, e sua mãe, chamava-se Drane (Rosa). Seus pais eram cristãos muito fervorosos, por isso, a batizaram no dia 27 de agosto de 1910 (um dia após o seu nascimento). A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia.

Enquanto criança estudou em uma escola estatal (a qual pertence hoje à atual Croácia) durante a Primeira Guerra Mundial. Depois ingressou na "Congregação Mariana", onde se aprofundou na formação religiosa. Assim, a chama missionária já começara a ser acesa em seu coração. Aos poucos - os desígnios de Deus quanto ao seu futuro na Índia - já começavam a lhe ser revelados - através das cartas escritas pelos missionários jesuítas da Índia, as quais já começavam a semear dentro dela o desejo de também unir-se a eles. Pois, toda a miséria material e espiritual e o abandono aos quais toda aquela população era submetida, já naquela época, a comoviam sobremaneira.

A vida de Madre Teresa (já desde muito jovem) foi marcada por muitas renúncias, sofrimentos e perdas - dentre as quais o falecimento prematuro de seu pai. Sua mãe, no entanto, conseguiu educar os três filhos da melhor maneira possível, dando-lhes não só uma exemplar e profunda educação humana, como também o melhor ensinamento que um cristão pode deixar como herança aos seus filhos: O AMOR A JESUS!

De maneira que quando Agnes tinha dezoito anos ingressou na vida religiosa - no dia 29 de setembro de 1928 entrou para a Casa Mãe das "Irmãs de Nossa Senhora de Loreto", em Rathfarnham, perto de Dublin (Irlanda). No entanto, as suas aspirações eram cada vez fortes com relação à Índia... Acompanhada de suas superioras, fez o noviciado já no campo do apostolado. E após apenas alguns meses de estadia na Irlanda, Agnes partiu para Índia em 1931 - assim, iniciou-se o seu chamado à vocação missionária nesse país. A princípio, foi enviada para Darjeeling, local onde concluiu o noviciado no Colégio das Irmãs de Loreto.

Aos 24 de maio de 1931, Agnes fez a profissão religiosa, recebendo os votos temporários de pobreza, castidade e obediência. A partir daí, o seu nome passou a ser: Teresa. Certa vez, quando questionada sobre a escolha do nome "Teresa" ter sido em homenagem à Santa Teresa de Ávila ou à Santa Teresinha do Menino Jesus, ela respondeu: "A famosa Teresa não é para mim, ser a menor é melhor (referindo-se, provavelmente, à Santa Teresinha)."

Passou, então, a lecionar Geografia no Colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora do Loreto, em Calcutá, onde permaneceu durante muitos anos. Era uma excelente professora, e por isso, era muito estimada por todos devido à sua dedicação e amor a tudo o que fazia. Sendo que mais tarde, foi nomeada diretora desse colégio. Aos 24 de maio de 1937 fez sua profissão perpétua, eternizando a aliança que fizera com a Igreja. Cumpriu com fé, determinação, abnegação e amor, somente a vontade do Pai: amou, como poucos conseguem amar, o próximo acima de tudo! Amou com palavras, gestos e atitudes concretas!

Teresa, nosso grande exemplo de como amar, amar e acima de tudo, amar!...

sexta-feira, setembro 03, 2010

Oração de Madre Teresa de Calcutá
Mantenha seus olhos puros para que Jesus possa olhar através deles.
Mantenha sua língua pura para que Jesus possa falar por sua boca.
Mantenha suas mãos puras para que Jesus possa trabalhar com suas mãos.
Mantenha sua mente pura para que Jesus possa pensar seus pensamentos em sua mente.
Mantenha seu coração puro para que Jesus possa amar com seu coração.

Peça a Jesus para viver sua própria vida em você porque:

Ele é a Verdade da humildade.
Ele é a Luz da caridade.
Ele é a Vida da santidade.


Madre Tereza de Calcutá

quinta-feira, setembro 02, 2010

Freiras enfrentam resistência da família

Willian Novaes
Do Diário do Grande ABC

A principal barreira para as mulheres seguirem a vida de freira está dentro da própria casa. No primeiro momento, os pais e familiares rejeitam a ideia de perder a filha, ainda jovem, para as congregações ou institutos religiosos. Para os católicos, outro dado preocupante é a baixa procura de mulheres pela vida religiosa.

Levantamento feito pelo Diário nas oito casas de formação do Grande ABC mostra que 19 moças iniciaram a preparação para se tornarem freiras ou missionárias em 2010, sendo apenas uma moradora da região. As demais vêm de Minas Gerais, Alagoas, Brasília, interior de São Paulo, Moçambique, entre outros lugares.

"Quando minha filha falou que seria freira fiquei louca. Mas depois de um tempo entendi o significado e vi que era a vontade dela", conta a ajudante de cozinha Elenise Gomes, 39 anos, mãe de Valmira, 16.

A maioria das coordenadoras das casas de formação ouvidas pela reportagem repitiu o mesmo argumento para justificar a baixa procura: "Nas grandes cidades, as famílias não são envolvidas com a vida cristã."

Segundo a irmã Adriana Rubino, 73, da Congregação Pias Operárias de São José, em São Bernardo, a falta de novas mulheres também é um reflexo do mundo atual. "A formação é complexa e é preciso ter vocação para ser uma freira. Temos acompanhamento para confirmar que a garota quer mesmo seguir a vida religiosa e algumas desistem no meio do caminho."

A Congregação Filhas de São José, em Santo André, diferentemente dos anos anteriores, não recebeu nenhuma inscrição neste ano. "O dia a dia de uma religiosa é permeado por todos os desafios de uma mulher, acrescido dos deveres próprios da vida em comunidade: oração, trabalho, convivência", comenta irmã Geny Gobbo, da Filhas de São José.

Para o padre Valeriano dos Santos Costa, diretor do curso de Teologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica), a dificuldade para suprir os quadros e renová-los está relacionada ao aumento descontrolado de novas congregações. "Além das famílias estarem menores, novas congregações surgem com missões diferentes, mas depois acabam se voltando para o mesmo objetivo. Há uma preocupação (da igreja) com o excesso de congregações", diz o padre Valeriano.

Missionárias têm vida na fé sem abandonar profissão
As missionárias da Imaculada do Padre Kolbe, em São Bernardo, fazem os votos de pobreza, obediência e castidade, têm formação religiosa, mas seguem vida profissional sem qualquer vínculo com a Igreja. Elas podem trabalhar em empresas privadas, órgãos públicos e competem no mercado de trabalho como as demais mulheres.

Essas religiosas não usam hábitos ou véus. Evitam usar joias, mas fazem as unhas, sem pintá-las, e as sobrancelhas. "Afinal, somos mulheres e não precisamos sair por aí desarrumadas", disse a missionária Fabiana Andrade, 29 anos.

Para a alagoana Ariana Ferreira, 26, que está há um ano e dois meses no local, a sua vida não poderia estar melhor. Ela largou um emprego de cinco anos como secretária para se dedicar à vida religiosa. "Foi um vontade maior. É isso que eu quero para minha vida."

Daiane Sousa, 21, morava no bairro Santa Cruz, em São Bernardo. Ela está no terceiro ano entre as missionárias, pretende estudar nutrição para trabalhar e continuar vivendo com a sua nova família e visitar os seus pais e irmãos.

Idosas sofrem com problemas de saúde, mas não perdem a fé
Elas somam mais de 100 anos de vida como freiras. Ambas são italianas e escolheram a região para trabalhar em prol dos pobres.

As irmãs Adriana, 73 anos, e Alice, 81, são de comunidades diferentes. A primeira é coordenadora da Pias Operárias de São José, em São Bernardo, a segunda trabalha na secretaria das Filhas de SãoJosé, em Santo André. As duas têm problemas para se locomover.

A irmã Adriana tem dificuldade de andar por causa de uma lesão na perna, e para se comunicar devido ao sotaque ainda carregado pela língua natal. Mesmo assim, supervisiona diariamente o atendimento de cerca de 700 crianças e adolescentes de baixa renda do bairro do Alvarenga.

"É uma missão mesmo o nosso trabalho. Não temos folga e o lazer é a nossa atuação", comenta a carismática irmã Adriana.

A bengala fica ao lado da sua mesa de trabalho, mas é pouco utilizada. O problema na perna apenas a impediu de dirigir o carro da congregação.

A irmã Alice, 81, anda lentamente pelos corredores do convento da Congregação das Filhas de São José, em Santo André. Ela também tem um problema nas pernas, mas pela artrose nos joelhos.

Mas ainda trabalha na secretaria do local, que atende às freiras mais velhas e enfermas e abre o agradável espaço, nos fins de semana, para diversos encontros de comunidades católicas.

"Antigamente tinha uma vocação religiosa nas famílias. O trabalho mudou muito, mas o importante é que ainda existe a fé", conta a irmã Alice.

Avó queria que jovem fosse mãe de santo
Fé, devoção e entusiasmo. Tomada por esses sentimentos, Valmira Oliveira, 16 anos, deixou a sua casa no Jardim dos Lagos, em São Bernardo, no dia 7 de fevereiro. Antes de descer as escadas do imóvel simples - onde vivia com a mãe e os dois irmãos - para seguir a vida que escolheu, Valmira pensou muito, brigou com a sua família e namorou por três meses.

A partida foi em um domingo ensolarado. Vencendo a resistência da família, entrou na Kombi branca da Congregação Pias Operárias de São José, que a levou para o local onde passaria a viver.

A garota diz que decidiu ser freira aos 10 anos. "Foi difícil convencer a minha mãe. A minha avó queria que eu fosse mãe de santo. Mas graças a Deus entenderam a minha vocação", comenta.

Valmira fala com entusiasmo sobre a nova vida e os afazeres de freira. Além de não ver a hora de vestir o hábito branco e bege e ganhar o crucifixo.

"Durante o dia, estudo, faço aulas de bordados, ajudo na cozinha e, à noite, vou para a escola. Tem ainda os nossos horários para oração. É muito bom, quem pensa que ser freira é ficar presa em um convento está muito enganado", declara a adolescente.

O tio dela, Luciano Gomes, 30, ficou tão chateado que não conseguiu se despedir da sobrinha, mas depois de alguns dias entendeu a vontade da menina.

"Acho o máximo. O importante é que ela está feliz com a vida que escolheu. A gente sente a falta dela em certos momentos, já que sempre viveu perto", comenta o tio, emocionado.

A mãe de Valmira, a ajudante de cozinha Elenise Gomes, 39, ficou desconfiada no começo, com a história da mudança para o convento. Brigou, chorou e discutiu, mas atualmente fala orgulhosa para as amigas o rumo que a filha tomou. "É a vontade dela. Não tenho o direito de me intrometer. É um lugar sério e ela está muito bem", completa a mãe.

Mulheres levam, em média, 12 anos para tornarem-se religiosas
A formação de freira é longa. Elas levam, em média, 12 anos para fazer os votos perpétuos na congregação ou instituto escolhido.

As etapas são parecidas. A primeira fase é a orientação vocacional. Uma equipe é escolhida para acompanhar a moça - com no mínimo 16 anos - que pretende seguir a vida religiosa, por cerca de um ano.

Aprovadas, deixam o lar e passam a viver com as freiras ou missionárias, na fase que se chama aspirandato, por cerca de dois anos. Neste tempo, aprendem a doutrina da religião, escolhem uma profissão e continuam cursando a escola, normalmente estão no ensino médio.

No postulandato são destinados cerca de seis meses de formação, para depois seguirem para noviciado, que leva mais dois anos.

Os primeiros doze meses são destinados para o direito canônico, e no ano seguinte começa a formação universitária em teologia, curso obrigatório para todas as pretendentes.

Passando esta etapa é feito o primeiro voto, que é conhecido como simples ou temporário. É neste período que as mulheres começam a usar o hábito e o véu.

Em média são necessários sete anos para fazer os votos perpétuos. Neste tempo, algumas moças começam a segunda universidade visando o mercado de trabalho. Os cursos mais escolhidos são pedagogia e psicologia. Mas também há freiras formadas em outras áreas.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

´Diác. Agnaldo Bueno

terça-feira, agosto 31, 2010

"A oração faz nos ter um coração puro. E um coração puro é capaz de ver a Deus. Se descobrirmos Deus, seremos capazes de amar, de amar não com palavras, mas com obras".

Madre Tereza de Calcuta

terça-feira, agosto 24, 2010

ORAÇÃO DO PRESBÍTERO

O presbítero vive da Palavra que sai da boca de Deus (cf. Mt 4,4; Dt 8,3), se faz servo desta Palavra (cf. At 6,4) e se torna seu anunciador no meio da comunidade do Senhor; tudo isso, porém, só é possível e fecundo se o presbítero é um homem de oração. Ninguém nega que a oração seja importante e essencial na vida do presbítero, no entanto na prática se deve constatar – e são os próprios presbíteros que o confessam pessoalmente – que muitas vezes a oração não é prioridade na vida presbiteral e que nem sempre ela é feita na sua forma autenticamente cristã.

O presbítero, já observamos, estando absorvido por múltiplas atividades e serviços, corre o risco de não reservar à oração o tempo devido, de não vivê-la como fonte do seu sentir e do seu agir. Pelo contrário, às vezes é tentado a utilizá-la de forma funcional, de transformá-la em algo que serve imediatamente ao seu agir: medita em vista da homilia ou de uma conferência, pesquisa na Escritura e nos Padres para aumentar a própria bagagem intelectual que deve ser comunicada no próximo encontro, ora pensando nos projetos pastorais, sem porém colocar estes projetos diante de Deus para fazer um discernimento em obediência a ele...

É verdade que os presbíteros hoje oram pouco, mas tendo tido com freqüência a oportunidade de escutá-los penso que sobretudo eles oram mal, sem reconhecer ou viver o estatuto da oração cristã. E o estatuto da oração cristã requer que antes de falar com Deus, antes de "pensar" Deus ou de desenvolver pensamentos sobre Deus e os seus mistérios, a pessoa que deseja orar deve se esforçar em escutar Deus! É a escuta a forma essencial e fundamental da oração cristã, e isto vale sobretudo para o presbítero, porque o que ele pode anunciar e testemunhar depende daquilo que escuta. Quem é chamado a presidir a comunidade do Senhor deve antes de tudo pedir a Deus um "coração que escuta", um lev shomea‛ – (1Rs 3,9), e como "sentinela" do povo de Deus deve estar sempre à escuta da Palavra proveniente da boca do Senhor, para comunicá-la à sua comunidade (cf. Ez 3,16-21). O exercício da escuta de Deus, é claro, na sua Palavra santa, mas não somente, também na profundeza do coração do homem, onde o Pai habita, Cristo fala e o Espírito ora.

Por isso, o ato de escutar é o primeiro exercício da oração cristã; se, ao contrário, a oração é feita apenas falando com Deus, termina-se por viver a oração com um sentimento de frustração e se chega a acusar o próprio Deus de fazer silêncio conosco, quando ao contrário dever-se-ia admitir que somos nós os surdos, somos nós quem não escutamos! Porque muitos, quando confessam estar em crise e de ter graves dificuldades na oração, se precipitam dizendo: "Porque Deus faz silêncio comigo? Porque não me diz nada?", e não se perguntam ao contrário se não seriam eles a estar surdos? Se o presbítero é um homem assíduo na escuta de Deus, se é verdadeiramente o servo do Senhor que escuta como discípulo iniciado (cf. 10

Is 50,4), então também será capaz de escutar o irmão, de escutar o "mundo". Muitas vezes as pessoas reclamam do fato que os presbíteros não têm mais tempo de escutar; pois bem, por traz desta lamúria nem sempre justa e pertinente se esconde porém também um apelo, uma necessidade que não pode deixar de nos interrogar. Sim, no fundo, quem tem um coração que escuta a Deus, também possui um coração para a escuta dos homens!

Além disso, a escuta é essencial para a realização do discernimento, o ato que na oração deveria unir a vontade de Deus – manifestada no coração pelo Espírito Santo – com o nosso pensamento. O termo que em hebraico define a oração, tefillah – , significa literalmente "juízo": a oração é a possibilidade de julgar com Deus, de realizar um discernimento sobre a própria vida, sobre a relação com os outros, sobre o próprio relacionamento com as criaturas. É assim que se ordena e se aprofunda a própria interioridade, que se mede o próprio caminho humano, o próprio amadurecimento como crescimento interior adequado à própria idade e à própria situação... Quem é chamado a presidir a Igreja de Deus, a edificá-la com o seu serviço apostólico, a organizá-la e a governá-la, deve ter entre os carismas necessário para o seu ministério sobretudo o discernimento. Capacidade que deve ser invocada e pedida a Deus, e que, ao mesmo tempo, deve ser afinada e exercitada sempre e de novo através da escuta. Nunca será demais recomendá-lo!

Ao lado desta escuta que faz do orante uma sentinela está a escuta dos irmãos, como se disse um pouco atrás, a escuta dos homens que deve, por sua vez, inspirar a oração, deve fazer chegar até Deus " súplicas, orações, intercessões, ação de graças por todas as pessoas" (1Tim 2,1). É da escuta dos homens que nasce a oração como intercessão. De fato, interceder significa "dar um passo entre", ou seja, indica um comprometimento ativo, uma ação para colocar em comunicação Deus e os homens, sobretudo aqueles que não sabem que estão nesta comunicação ou não querem estar: é assim que o presbítero se torna ministro da compaixão! Na intercessão o presbítero exercita mais do que nunca o seu ministério de pastor: "pois ele vela [sobre a comunidade] como quem há de prestar contas" (Heb 13,17) e, consciente de tal responsabilidade, ele deve apresentar a Deus as ovelhas que conhece e sabe chamar pelo nome (cf. Jo 10,2-4), e as multidões pelas quais sente compaixão (cf. Mc 6,34; 8,2). Esta é uma tarefa grave, mas que o pastor sabe que deve realizar para que, de forma autêntica e radical, possa assumir a responsabilidade por aqueles que lhe foram confiados.

Seja-me permitido aqui recordar o que eu, que por minha vez sou pastor de uma comunidade, sinto como um dever absoluto todas as noites antes de me deitar: recordar diante de Deus os irmãos e as irmãs que foram confiados à minha condução pelo Senhor, para invocar sobre eles "graça 11

sobre graça" (Jo 1,16) e a misericórdia da qual necessitam, mas também para abrir o meu coração às suas necessidades e examinar diante de Deus o meu serviço para com eles, a minha relação com eles. A intercessão do presbítero em favor dos que lhe foram confiados e por todos os homens é na verdade um cadinho de comunhão, um lugar de purificação das relações, um instrumento para assumir as responsabilidades pastorais, uma ocasião de luta contra o cinismo que ameaça, sobretudo com o passar dos anos, o "cuidado pastoral" do próprio presbítero. À imagem de Cristo intercessor diante do Pai (cf. Heb 7,25), o pastor da comunidade do Senhor deve invocar de Deus misericórdia; e se na pregação se coloca do lado de Deus para anunciar à Igreja a sua vontade muitas vezes exigente diante da não escuta de um "povo de dura cerviz" (cf. Ex 32,9; 33,3; etc.), de uma "raça de rebeldes" (cf. Ex 2,5-8; 3,9; etc.), na intercessão deve se colocar do lado do povo para recordar a Deus o seu amor fiel, a sua compaixão que nunca se extingue!

Colocado entre esta escuta e esta intercessão, o presbítero não esquecerá por outro lado a adoração, o louvor, a ação de graças, cujo cume está, sem dúvida, na liturgia eucarística. A adoração é um ato extremamente elementar e simples, mas talvez o mais esquecido dentro da oração. Ela consiste no estar diante de Deus, em oferecer-lhe a própria presença, o próprio ser corpo e espírito, e fazer isto com simplicidade e gratuidade até poder dizer ao Senhor: "Eu estou diante de ti, tu és o Senhor vivente e presente". Desta consciência se vê brotar o louvor e a ação de graças, o canto do Magnificat que deve ser entoado não apenas todas as tardes nas vésperas, mas que deve ser elevado mais vezes durante o dia, quase como um cantus firmus que testemunha a nossa abertura à comunhão com o Senhor. Tal comunhão deve ser constantemente renovada através da oração, que é verdadeiramente cristã quando se torna uma memoria Dei, uma consciência da presença de Deus na nossa vida. Quando o presbítero, mesmo com timidez chega a pensar: "Cristo e eu vivemos juntos" (cf. Gal 2,20), então esta oração contínua começa a habitá-lo...

É verdade, a oração é uma obra difícil e cansativa, uma tarefa que nunca chega a termo, um esforço que deve ser renovado até a hora da própria morte, uma arte que deve ser sempre aprendida. Mesmo antes da morte dever-se-á pedir ao Senhor que nos ensine a orar (cf. Lc 11,1). Mas, se a nossa tentativa de orar for perseverante e cotidiana, a oração realizará muito mais do que o que vemos e percebemos... Se para cada cristão a oração é eloqüência da fé, isto vale certamente também para o presbítero, mas com uma particularidade: para ele a oração é eloqüência de seu ministério!

Diác. Aganldo Bueno

segunda-feira, agosto 23, 2010

Rezar é aprender a desejar


CIDADE DO VATICANO, domingo, 22 de agosto de 2010 (ZENIT.org) - "Aprender a rezar é aprender a desejar e, dessa forma, aprender a viver": este é o conselho dado por Bento XVI na mensagem enviada, por meio do seu secretário de Estado, ao Meeting pela amizade entre os povos, inaugurado hoje na cidade italiana de Rimini.

A missiva ao multitudinário encontro convocado pelo movimento Comunhão e Libertação, que reúne durante a semana mais de meio milhão de pessoas, comenta o tema escolhido para esta 31ª edição: "Essa natureza que nos leva a desejar coisas grandes no coração".

"Recorda-nos que no fundo da natureza de todo homem - comenta a mensagem pontifícia, lida neste domingo durante a Missa inaugural - se encontra a irreprimível inquietude que o leva a buscar algo que possa satisfazer seu anelo."

"Todo homem intui que precisamente na realização dos desejos mais profundos do seu coração pode encontrar a possibilidade de realizar-se, de encontrar seu cumprimento, de converter-se verdadeiramente em si próprio", acrescenta o texto.

"O homem sabe que não pode responder por si só às suas próprias necessidades. Por mais que acredite ser autossuficiente, experimenta que não é suficiente para ele mesmo. Tem necessidade de abrir-se ao outro, a algo ou a alguém que possa dar-lhe o que lhe falta. Em outras palavras, deve sair de si mesmo rumo àquilo que possa saciar a amplidão do seu desejo", acrescenta.

Pois bem, afirma a mensagem, "o homem se vê tentado frequentemente pelas coisas pequenas, que oferecem uma satisfação e um prazer 'baratos', que satisfazem por um momento e são tão fáceis de alcançar quanto ilusórias, em última instância".

No entanto, "só Deus basta. Só Ele sacia a fome profunda do homem. Quem encontrou Deus, encontrou tudo. As coisas finitas podem oferecer faíscas de satisfação ou de alegria, mas só o infinito pode preencher o coração humano", afirma, citando Santo Agostinho de Hipona: "Nosso coração estará inquieto enquanto não descansar em ti".

"No fundo - sublinha -, o homem só precisa de uma coisa que abrange tudo, mas antes deve aprender a reconhecer, inclusive por meio dos seus desejos e anelos superficiais, aquilo de que precisa verdadeiramente, isto é, o que realmente quer, o que é capaz de satisfazer a capacidade do seu coração."

O desejo de "coisas grandes" deve se transformar em oração", assegura o Pontífice, "expressão do desejo" de Deus frente ao qual "Deus responde abrindo nosso coração a Ele".

"Temos de purificar nossos desejos e esperanças para poder acolher a doçura de Deus."

"Rezar diante de Deus é um caminho, uma escada: é um processo de purificação dos nossos pensamentos, dos nossos desejos. Podemos pedir tudo a Deus. Tudo o que é bom. A bondade e a potência de Deus não têm um limite entre coisas grandes e pequenas, materiais e espirituais, terrenas e celestiais."

"No diálogo com Ele, colocando nossas vidas diante dos seus olhos, aprendemos a desejar as coisas boas, em definitivo, o próprio Deus", afirma.

A mensagem conclui recordando que há cinco anos faleceu o sacerdote italiano Luigi Giussani (1922 - 2005), fundador de Comunhão e Libertação e amigo pessoal de Joseph Ratzinger, que o apresenta como mestre de jovens na hora de despertar neles o amor a Cristo.

Diác. Agnaldo Bueno /Fonte: Zenit

quarta-feira, agosto 18, 2010

Vida consagrada

No primeiro domingo deste mês vocacional rezamos pelos nossos padres. Domingo passado agradecemos a vida e o dom da paternidade, colocando nossos pais, vivos e os que estão na glória de Deus, diante do altar. O terceiro domingo é dedicado a todos os consagrados: freiras, freis, irmãos e irmãs que dão a sua vida pelo Evangelho na contemplação ou na ação pastoral, segundo os conselhos evangélicos. A vida consagrada é um desdobramento da vida batismal, na esteira dos Conselhos Evangélicos da pobreza, da obediência e da castidade.

Toda a nossa existência de fiéis cristãos deveria ter como destaque a nossa vida batismal, pois nela somos incorporados a Cristo, nela somos libertos do pecado e assim regenerados pelo Espirito Santo. Nela nos tornamos participantes da vida trinitária. Portanto, a nossa consagração começa no batismo, pois este é fonte de responsabilidade e de deveres, tal como servir aos outros na comunhão da Igreja.

A vida consagrada em que se professa os três votos mencionados é uma resposta a esta consagração batismal dentro de um chamado a um carisma especial na Igreja. É uma resposta radical ao extraordinário amor de Deus sobre nossas vidas. É um ir além, numa vida comprometida com a implantação do Reino de Deus entre os homens e entre as mulheres.

O cristão sempre é chamado a jogar suas redes em águas mais profundas, ao se provocar pelo estímulo a uma nova vida, mais radicalizada e mais enraizada em Deus. Corre-se o risco para Deus, e descobre-se que só Deus basta para nossa vida.

No processo da consagração ouve-se a voz de Deus que chama. A Igreja reconhece este chamado e o autentica ao autorizar a existência dos Institutos de Vida Consagrada, que tanto bem fizeram e fazem ao Povo de Deus e a toda população, através da entrega da própria vida pelo irmão, e, além dos vários serviços de missão, evangelização, catequese, também nos diversos organismos de caridade, educacionais, do cuidado com a saúde, no desvelo com a terceira idade e de promoção humana existentes.

Deus chama homens e mulheres, através da vida consagrada, para um missão de amor em favor dos homens, e, principalmente, pelos preferidos: os pobres.

A riqueza da Igreja, já nos dizia o mártir São Lourenço, celebrado nesta semana, não está nos seus edifícios que são do Povo de Deus ou no propalado, cobiçado e imaginado poder financeiro, mas nos pobres, nos que sofrem, nos que a Igreja acolhe, educa, cuida e apresenta como o seu inexorável tesouro que jamais a traça comerá.

Os religiosos e consagrados são um dom precioso da Igreja e do mundo, este tão carente, tão sedento de Deus e de sua palavra, mas também de testemunhos.

Porém, antes mesmo do serviço que os religiosos prestam às pessoas, a sua mais importante missão é o «ser», quer dizer, o testemunho de vida em comunidade, doada diariamente com alegria e generosidade. São os «sinais escatológicos» do Reino de Deus. Nestes últimos tempos, ao lado de antigas tradições de consagrados juntaram-se muitas outras novas experiências de grupos de pessoas que atualizam dentro das atuais realidades e, muitas vezes, como sinais de contradição: o chamado de Deus para essa consagração radical. Dentro dos vários estilos de carismas encontramos o equilíbrio entre a vida de ação e contemplação, de oração, de trabalho – presentes em cada pessoa, em cada instituto e na própria estrutura eclesial.

No mundo do descartável, do prazer sem limites, na opulência do dinheiro e do ter, da autossuficiência, sentimo-nos atraídos, através da vida consagrada, a uma outra proposta de seguimento mais sublime de Jesus Cristo através da dedicação a Deus pelos conselhos evangélicos e, desta forma, são um doce e eloquente sinal de Deus neste mundo.

Neste dia de oração pela Vocação à Vida Religiosa quero enviar um afetuoso abraço de encorajamento na sua vocação e na sua missão a todos os consagrados que trabalham no âmbito de nossa Arquidiocese, que fazem a diferença do rosto de Cristo e da Igreja no Rio de Janeiro. Agradecemos a Deus por nos proporcionar tantas vocações na vida consagrada, e pedimos-Lhe que estes continuem a ser um sinal de graça perene no mundo, na construção da justiça e do amor.

Por isso, agradecidos a Deus pela vocação consagrada, peçamos novas e autênticas vocações para este serviço e que a Trindade ilumine todos os que continuam dando passos para que o Reino de Justiça e de Paz se estabeleça entre nós pelo testemunho dos que deixam tudo para trás, por amor, para ser totalmente de Jesus e da Igreja. Que Deus guarde, abençoe e proteja os consagrados!

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Divulgação: Diác. Agnaldo Bueno

Bento XVI: “Deus tem um lugar para nós para sempre”



Papa recorda que o céu não é um lugar físico



CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 16 de agosto de 2010 (Fonte -ZENIT.org) - "Deus é tão grande que também tem lugar para nós", em "corpo e alma", afirmou ontem o Papa Bento XVI, explicando o significado da festa da Assunção.

O Pontífice presidiu, pela manhã, a Missa na paróquia pontifícia de Castel Gandolfo, onde se encontra para seu descanso de verão anual.

Durante a homilia, quis aprofundar no sentido desta festa, que se celebra desde o século IV, apesar de que foi somente em 1º de novembro de 1950 que Pio XII definiu solenemente o dogma da Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu.

Maria, explicou o Papa, "se insere até tal ponto no mistério de Cristo, que é partícipe da Ressurreição do seu Filho completamente já no final da sua vida terrena; vive o que nós esperamos no final dos tempos".

"Todos nós hoje somos bem conscientes de que, com o termo 'céu', não nos referimos a um lugar qualquer do universo, a uma estrela ou a algo parecido", mas sim "a algo muito maior e difícil de definir com nossos limitados termos humanos".

"Com este termo, 'céu', queremos afirmar que Deus, o Deus que quis ficar perto de nós e não nos abandona nem sequer na morte e muito além dela, tem um lugar para nós e nos dá a eternidade; queremos afirmar que em Deus há um lugar para nós", explicou o Papa aos presentes.

Esta realidade tem um pálido reflexo na memória que as pessoas guardam dos seus seres queridos: "Poderíamos dizer que neles continua vivendo uma parte dessa pessoa, mas é como uma sombra, porque também esta sobrevivência no coração dos próprios entes queridos está determinada a acabar".

"Deus, no entanto, não passa nunca e todos nós existimos por razão do seu amor. Existimos porque Ele nos ama, porque Ele pensou em nós e nos chamou à vida. Existimos nos pensamentos e no amor de Deus."

"É o seu amor que vence a morte e nos dá a eternidade, e é esse amor que chamamos de 'céu': Deus é tão grande que também tem lugar para nós", acrescentou.

Mas, além disso, esclareceu, não somente a alma está destinada à eternidade, mas também o corpo.

Deus "conhece e ama todo o homem, o que somos. E Deus acolhe em sua eternidade o que agora, em nossa vida, feita de sofrimento e amor, de esperança, de alegria e tristeza, cresce e chega a ser. Todo o homem, toda a sua vida, é tomada por Deus e, purificada nele, recebe a eternidade".

Portanto, afirmou o cristianismo "não anuncia somente certa salvação da alma em um impreciso além, no qual tudo o que neste mundo nos foi querido seria apagado, mas que promete a vida eterna, 'a vida do mundo futuro': nada do que é precioso e querido se arruinará, e sim encontrará plenitude em Deus".

"Oremos ao Senhor para que nos faça compreender quão preciosa é toda a nossa vida aos seus olhos", concluiu o Papa.

Diác. Agnaldo Bueno

quinta-feira, agosto 12, 2010

Santo Afonso Maria de Ligório, diz:

"Não vos glorieis de coisa alguma que houverdes feito, muito mais do que vos fizeram os santos.Por isso eu aconselho a todos que façam a Leitura Espiritual sobre as vidas dos santos, porque, por ela, ao menos se abaterá a nossa soberba, vendo as grandes coisas que fizeram por Deus; e nos envergonharemos do muito pouco que temos trabalhado e trabalhamos por Nosso Senhor Jesus Cristo".