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sexta-feira, maio 13, 2011


CATEQUESE DO PAPA: ORAÇÃO E SENTIDO RELIGIOSO


Apresentamos, a Seguir, uma catequese Dirigida Pelo Papa Aos Grupos de peregrinos do Mundo INTEIRO, Reunidos na Praça de São Pedro um parágrafo Audiência Geral.

Queridos Irmãos e Irmãs:
Hoje eu gostaria de continuar 'refletindo Sobre Como uma Oração EO Sentido Religioso Fazem Parte do Homem AO Longo de Toda uma SUA História.
Vivemos in UMA NA qua Época São evidentes OS Sinais de secularismo. Parece Que Deus desapareceu do horizonte de muitas PESSOAS OU Que se tornou UMA Realidade Diante da qua se estadas indiferente. Vemos, não entanto, AO MESMO tempo, muitos Sinais Que nsa Despertar Religioso hum indicam fazer Sentido, Uma redescoberta da importancia de Deus par a Vida do Homem, Uma exigência de espiritualidade, de SUPERAR UMA Visão puramente horizontal, Vida Humana da matéria. Analisando uma Recente História, fracassou uma Que Previsão daqueles, Na Época do iluminismo, anunciavam o desaparecimento das Religiões exaltavam e uma Razão absoluta, separada da Fé, Uma Razão Que afastado térios como dogmas Trevas dos Religiosos e dissolvido térios Que "O Mundo do Sagrado ", restituindo um Homem AO SUA Liberdade, Dignidade e SUA SUA Autonomia de Deus. A Experiência do Século Passado, com trágicas como Duas Guerras Mundiais, Progresso Crise colocou in Aquele Que A Razão Autônoma do Homem SEM Deus parecia garantir Poder.
O Catecismo da Igreja Católica Afirma: ". Pela CRIAÇÃO, Deus Chama Seres de Todos os fazer nada à Existência (...) MESMO DEPOIS DE, Pelo Pecado, ter uma Perdido Semelhança com Deus, o Homem contínuos uma imagem um ser do Seu Criador . Conserva o Desejo d'Aquele Que Chama o à Existência. Todas As Religiões Busca ESTA testemunham essenciais do Homem "(n. 2566). Poderiamos Dizer - Como mostrei nd anterior catequese - Que nao houve nenhuma grande Civilização, DESDE OS tempos Mais Antigos comeu Dias OS NOSSOS, Que nao tenha Sido religiosa.
O Homem e Religioso Por Natureza, e homo religiosus , ASSIM Como e homo sapiens e homo faber : "O Desejo de Deus - Afirma o Catecismo also - Inscrito estabele no Coração do Homem, o Homem PORQUE FOI CRIADO Por Deus e parágrafo Deus" ( n. 27). A imagem do Criador impressa estabele serviços e in Seu Sente uma necessidade de encontrar UMA Luz para Dar Resposta Às Que dez perguntas com uma ver o Sentido Profundo da Realidade - Resposta Que elementos nao PoDE in encontrar SI MESMO, não Progresso, nd Ciência Empírica. O homo religiosus nao sair somente do Mundo Antigo, MAS atravessa Toda uma História da humanidade.Pará FIM este, o terreno é rico da Experiência Humana VIU surgir Diversas Formas de religiosidade, Na Tentativa de responder AO Desejo de plenitude e de Felicidade, à necessidade de Salvação, à Busca de Sentido. O Homem "digital", ASSIM Como das Cavernas o, Busca nd Experiência Religiosa n. SUPERAR OS Caminhos SUA finitude e parágrafo assegurar SUA precária aventura terrena. Não Demais, A UM Vida sem horizonte transcendente hum térios nao Sentido completo; Felicidade à qua tendemos SE AO Projeta Futuro, Rumo eA um hum Amanhã Que Ainda se cumprirá. O Concílio Vaticano II, NA DECLARAÇÃO Nostra aetate , Sintéticamente ISSO sublinhou. Diz Assim: "Os Homens esperam das Religiões Diversas Resposta n º OS enigmas da condição Humana, OS cais Quais d'Orsay, Along Como Hoje, Corações SEUS preocupam profundamente: O Homem e que?? Qual o Sentido EA Vida Finalidade donde? Que o E Pecado provém da o Sofrimento, e Para quê serve? Qual o Caminho par alcançar uma Verdadeira Felicidade? e Que A morte, o Juízo eA retribuição DEPOIS da Morte? FINALMENTE, Que Mistério Último e inefável envolver uma Existência Nossa, não vimos qua e Onde Vamos parágrafo? " (N.1). SABE O Homem Que nao responder PoDE Por SI MESMO SUA Própria à necessidade de entendre fundamental. Ainda iluso SEJA e Acredite Que Ainda Que e autossuficiente, dez de uma Experiência Que nao se Basta um SI MESMO. Precisa Abrir-SE AO Outro, um algoritmo OU um Alguém, Que POSSA dar-LHE O Que Falta LHE; DEVE Sair de si MESMO Rumo Aquele Que saciar PoDE uma amplidão e profundidade do Seu Desejo.
Carrega O Homem Dentro de si UMA Sede do infinito, Uma eternidade da saudade, Uma Busca da Beleza, hum Desejo de amor, Uma necessidade de luz e de Verdade, in empurram Que o Direção AO Absoluto; O Homem Dentro de si Carrega o Desejo de Deus. E SABE o Homem, de Alguma forma, Que PoDE Dirigir-se um Deus, Que PoDE Rezar do Padrão. São Tomás de Aquino, hum dos Maiores História da teólogos, definir uma Oração Como a "Expressão do Desejo dez Homem Que o de Deus". Por Deus This Atração, Que o Próprio Deus colocou nenhum Homem, e uma Oração da alma, Que se reveste de muitas Modalidades e Formas Segundo a História, o tempo, O Momento, um e-Graça, FINALMENTE, O Pecado de CADA UM dos Que rezam. A História do Homem conheceu, de Fato, variadas Formas de Oração, PORQUE elementos desenvolveu Diversas Modalidades de "abertura" ao alto e AO "Além Mais", Tanto Que PODEMOS reconhecer uma Oração Como UMA Experiência PRESENTE Toda in Religião e cultura.
De Fato, queridos Irmãos e Irmãs, Como vimos NA ÚLTIMA Quarta-feira, a Oração nao estabele vinculada uma determinada Contexto UM, MAS SE Encontra inscrita no Coração de Toda Pessoa e Toda Civilização. Naturalmente, quando Falamos da Oração Como Experiência do Homem enquanto tal, não orans homo , e Necessário ter PRESENTE Que ESTA E UMA atitude interior, Antes Que UMA Série Práticas de Fórmulas e, hum MoDo de Estar Frente a Deus, Que pingos de Realizar atos Palavras de Culto OU pronunciar. Um centro Seu dez Oração e Fundamenta SUAS raízes não Mais Profundo da Pessoa; Por ISSO, nao e facilmente decifrável e Pelo MESMO Motivo, PoDE Estar, sujeita uma entendidos e mistificações-mal. Tambem Neste Sentido, PODEMOS entendre uma Expressão: Difícil e Rezar. De Fato, uma Oração e O Lugar da gratuidade Por Excelência, da Relação com Tensão AO Invisível, AO AO Inesperado e Inefável.Por ISSO, uma Experiência da Oração e Um Desafio de Todos parágrafo, "UMA" Graça uma invocada serviços, Dom Um d'Aquele Quem dirigimos um nn.
Na Oração, TODAS EM como epocas História da, o Homem se um SI MESMO consideração e à SUA Situação Frente a Deus, a Partir de Deus e uma Relação com Deus, e experimenta serviços Criatura necessitada de Ajuda, incapaz de PROCURAR Por SI MESMO o Cumprimento da Própria Existência e Esperança da Própria. O Filosofo Ludwig Wittgenstein Que recordava "Rezar Significa SENTIR Que o Sentido do Mundo estabele fóruns do mundo". Na Dinâmica Desta Relação com Quem Dá Sentido à Existência, com Deus, a Oração TEM UMA de SUAS Expressões Típicas não Gesto de colocar-se de Joelhos. hum e Gesto Que levas in SI MESMO UMA ambivalência radical: de Fato, POSSO serviços Obrigado um colocar-me de Joelhos - condição de indigência e de Escravidão - OU POSSO me ajoelhar espontaneamente, e Limite confessando Meu, so as to, Minha necessidade de Outro. Um elemento confesso Que sou fraco, necessitado, "pecador". Na Experiência da Oração, a Criatura Humana Expressa Toda uma SUA Consciência de si MESMA; Tudo Que consegue CAPTAR de SUA Existência e, AO MESMO tempo, dirige-se, ELA Toda, AO Ser Frente AO qua ETA; orientação Sua Alma Aquele Mistério do Qual Espera o Cumprimento dos SEUS Desejos Mais PROFUNDOS eA Ajuda n. SUPERAR uma indigência da Vida Propriá. Neste parágrafo o Outro Olhar, Neste Dirigir-SE AO "Mais Além", ESTA uma Essência da Oração, Como Experiência de UMA Realidade Que Supera o sensível EO Contingente.
Não entanto, não somente Deus Que se revelações, a Busca do Homem Encontra SUA Plena Realização. A Oração Que E a Abertura e Elevação do Coração um Deus, de Torna-SE UMA Relação Pessoal com Ele. E, Ainda Que o Homem se esqueça do Seu Criador, o Deus vivo e Verdadeiro nao Deixa de convidar o Homem AO misterioso Encontro da Oração. Como afirma o Catecismo: "Na Oração, e semper amor Deus o faz sentir uma Dar O Primeiro Passo, o Passo do Homem e semper UMA Resposta À Medida Que Deus revelações Se Homem e uma revelação o SI MESMO, UM Como uma Oração surge. Apelo RECIPROCO drama, hum de Aliança. atraves das Palavras e dos Atos, Este drama compromete o Coração e manifesta-SE AO Longo de Toda a História da Salvação "(n. 2567).
Queridos Irmãos e Irmãs, aprendamos uma Estar Mais tempo Diante de Deus, do Deus Que se revelou in Jesus Cristo, aprendamos um reconhecer nenhum Silêncio, Na intimidade de Nós mesmos, SUA Voz Que Chama nsa nsa e reconduz à profundidade da Nossa Existência, à Vida da Fonte, da Salvação AO Manancial, parágrafo Fazer-nsa ir «Além dos Limites da Vida Muito Nossa e Abrir-NOS à Medida de Deus, à Relação com Ele, Que e Infinito Amor.
Obrigado!
[No final da Audiência, o Papa cumprimentou OS Vários Idiomas in peregrinos. Em português, Disse:]
Queridos Irmãos e Irmãs:
Dando Continuidade à Reflexão Sobre a Oração, iniciada nd Semana Passada, Lembro Que o Homem e Um Por Natureza serviços Religioso. Sente necessidade de elementos Sair de si MESMO AO Encontro d'Aquele Que e Capaz de plenificar uma grandeza eA profundidade do Seu Desejo: o in temperatura Homem si o Desejo de Deus. E, SABE o Homem Que PoDE Dirigir-se um Deus, SABE Que Rezar PoDE Lhe. São Tomás de Aquino Oração Como definir um «Expressão do Desejo dez Homem Que o de Deus». Atração Esta, Que o Próprio Deus colocou nenhum Homem, E a alma da Oração Que DEPOIS se reveste de muitas Formas e Modalidades.Na Dinâmica Desta Típicas Relação com Deus Que Dá Sentido à Existência, uma Oração TEM UMA das Expressões não Gesto de ajoelhar, declarando ter necessidade d'Ele. ASSIM, a Oração, e Que Abertura e Elevação do Coração um Deus, se Torna Relação Pessoal com Aquele Que Nunca se Esquece do Homem, Deus Tomando uma Iniciativa de Chama-lo AO misterioso Encontro da Oração.
Amado peregrinos de Língua Portuguesa, Sede bem-vindos! A Todos saúdo com alegria e grande Afeto, particularmente EAo Brasileiros fiéis vindos das paróquias in Goiânia e Teresópolis, EAo e Grupos da Família Franciscana e de Schoenstatt. Aprendei uma não reconhecer vosso Íntimo A Voz de Deus Que, Na Oração, Chama à profundidade da Vossa Existência, a Vida da Fonte e da Salvação. Que marca Ele vos abençõe e vos como um Famílias vossas!
 [Tradução: Aline Banchieri.
© Libreria Editrice Vaticana]

quinta-feira, maio 12, 2011

quarta-feira, maio 11, 2011


CATEQUESE DO PAPA: A ORAÇÃO EM TODAS AS ÉPOCAS

Queridos irmãos e irmãs:

Hoje eu gostaria de iniciar uma nova série de catequeses. Após as catequeses sobre os Padres da Igreja, sobre os grandes teólogos da Idade Média, sobre as grandes mulheres, eu gostaria de escolher agora um tema muito importante para todos nós: o da oração, de maneira específica a cristã, isto é, a oração que Jesus nos ensinou e que a Igreja continua nos ensinando. É em Jesus, de fato, em quem o homem se capacita para se aproximar de Deus, com a profundidade e a intimidade da relação de paternidade e de filiação. Junto aos primeiros discípulos, com humilde confiança, nós nos dirigimos agora ao Mestre e lhe pedimos: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11, 1).
Nas próximas catequeses, aproximando-nos da Sagrada Escritura, da grande tradição dos Padres da Igreja, dos mestres de espiritualidade, da liturgia, queremos aprender a viver ainda mais intensamente nossa relação com o Senhor, quase uma "Escola de Oração". Sabemos bem que, de fato, a oração não se dá por garantida: é necessário aprender a rezar, quase adquirindo novamente esta arte; inclusive os que estão muito avançados na vida espiritual sentem sempre a necessidade de entrar na escola de Jesus para aprender a rezar com autenticidade. Recebemos a primeira aula do Senhor através do seu exemplo. Os Evangelhos descrevem Jesus em diálogo íntimo e constante com o Pai: é uma comunhão profunda, daquele que veio ao mundo não para fazer a sua vontade, mas a do Pai, que o enviou para a salvação do homem.
Nesta primeira catequese, como introdução, eu gostaria de propor alguns exemplos de oração presentes nas culturas antigas, para revelar como, praticamente sempre e em todos os lugares, os homens se dirigiram a Deus.
No Antigo Egito, por exemplo, um homem cego, pedindo à divindade que lhe restituísse a vista, demonstra algo universalmente humano, como a pura e simples oração de petição de quem se encontra no sofrimento. Este homem reza: "Meu coração deseja ver-te... Tu, que me fizeste ver as trevas, cria a luz para mim. Que eu te veja! Inclina a mim teu rosto amado" (A. Barucq - F. Daumas, Hymnes et prières de l'Egypte ancienne, Paris 1980, trad. it. en Preghiere dell'umanità, Brescia 1993, p. 30).
Nas religiões da Mesopotâmia, dominava um sentimento de culpa arcano e paralisador, não carente de esperança da redenção e libertação por parte de Deus.
Podemos apreciar assim esta súplica por parte de um crente daqueles antigos cultos: "Ó Deus, que és indulgente inclusive com as culpas mais graves, absolve o meu pecado... Olha, Senhor, teu servo esgotado e sopra a tua brisa sobre ele: perdoa-o sem demora. Levanta teu severo castigo. Dissolvidos estes laços, permite que eu volte a respirar; rompe as minhas correntes, liberta-me das minhas ataduras" (M.-J. Seux, Hymnes et prières aux Dieux de Babylone et d'Assyrie, Paris 1976, trad. it. in Preghiere dell'umanità, op. cit., p. 37). São expressões que demonstram como o homem, em sua busca de Deus, intuiu, ainda que confusamente, por um lado a sua culpa, mas também aspectos de misericórdia e de bondade divinas.
Dentro da religião pagã da Grécia Antiga, assiste-se a uma evolução muito significava: as orações, ainda que continuem invocando ajuda divina para obter o favor celestial em todas as circunstâncias da vida cotidiana e para conseguir benefícios materiais, dirigem-se progressivamente a petições mais desinteressadas, que permitem ao homem crente aprofundar em sua relação com Deus e melhorar. Por exemplo, o grande filósofo Platão relata uma oração do seu mestre Sócrates, considerado justamente um dos fundadores do pensamento ocidental. Sócrates orava assim: "Fazei que eu seja belo por dentro. Que eu considere rico quem é sábio e que possua de dinheiro somente aquilo que o sábio possa tomar e levar. Não peço mais" (Obras I. Fedro 279c, trad. it. P. Pucci, Bari 1966). Ele queria ser sobretudo belo por dentro e sábio, não rico em dinheiro.
Naquelas obras-primas da literatura de todos os tempos, as tragédias gregas, ainda hoje, depois de vinte e cinco séculos, lidas, meditadas e representadas, há orações que expressam o desejo de conhecer a Deus e de adorar sua majestade. Uma delas diz assim: "Sustento da terra, que sobre a terra tens a tua sede, sejas quem for, é difícil de saber, Zeus, seja a tua lei por natureza ou por pensamento dos mortais, a ti me dirijo: já que tu, procedendo por caminhos silenciosos, guias as vicissitudes humanas segundo a justiça" (Eurípides, Troiane, 884-886, trad. it. G. Mancini, en Preghiere dell'umanità, op. Cit., p. 54). Deus continua sendo um pouco nebuloso e, no entanto, o homem conhece esse Deus desconhecido e reza Àquele que guia os caminhos da terra.
Também para os romanos, que constituíram aquele grande império no qual nasceu e se difundiu, em grande parte, o cristianismo das origens, a oração, ainda que se associasse a uma concepção utilitarista e fundamentalmente ligada à petição da proteção divina sobre a comunidade civil, abre-se, às vezes, a invocações admiráveis pelo fervor da piedade pessoal que se transforma em louvor e agradecimento. Disso é testemunha um autor da África romana do século II d.C., Apuleio. Em seus escritos, ele manifesta a insatisfação dos seus contemporâneos com relação à religião tradicional e o desejo de uma relação mais autêntica com Deus. Em sua obra-prima, intitulada "As metamorfoses", um crente se dirige a uma divindade feminina com estas palavras: "Tu és santa, tu és em todo tempo salvadora da espécie humana; tu, em tua generosidade, ofereces sempre auxílio aos mortais; tu ofereces aos miseráveis em aperto, o doce afeto de uma mãe. Nem dia nem noite, nem momento algum, por mais breve que seja, passa sem que tu o cumules dos teus benefícios" (Apuleio de Madaura,Metamorfosis IX, 25, trad. it. C. Annaratone, en Preghiere dell'umanità, op. cit., p. 79).
No mesmo período, o imperador Marco Aurélio - que também era um filósofo que pensava na condição humana - afirma a necessidade de rezar para estabelecer uma cooperação frutífera entre ação divina e ação humana. Ele escreve em suas "Lembranças": "Quem te disse que os deuses não nos ajudam também no que depende de nós? Começa a rezar-lhes e verás" (Dictionnaire de Spiritualitè XII/2, col. 2213). Este conselho do imperador filósofo foi, efetivamente, colocado em prática por inúmeras gerações de homens antes de Cristo, demonstrando que a vida humana sem a oração, que abre nossa existência ao mistério de Deus, fica sem sentido e privada de referências. Em toda oração, de fato, expressa-se sempre a verdade da criatura humana, que experimenta, por um lado, fraqueza e indigência e, por isso, pede ajuda ao céu; e por outro, está dotada de uma dignidade extraordinária, porque se prepara para acolher a revelação divina, descobre-se capaz de entrar em comunhão com Deus.
Queridos amigos, nestes exemplos de oração das diversas épocas e civilizações, surge a consciência do ser humano de sua condição de criatura e de dependência de Outro, que é superior a ele e fonte de todo bem. O homem de todos os tempos reza porque não pode fazer outra coisa a não ser perguntar-se qual é o sentido da sua existência, que permanece escuro e desconcertante quando não é colocado em relação com o mistério de Deus e do seu projeto sobre o mundo. A vida humana é uma mistura do bem e do mal, de sofrimento imerecido e de alegria e beleza, que, espontânea e irresistivelmente, nos conduz a pedir a Deus a luz e a força interior que nos socorra na terra e se abra a uma esperança que vai além dos confins da morte. As religiões pagãs continuam sendo uma invocação que da terra espera uma palavra do Céu. Um dos últimos grandes filósofos pagãos, que viveu já em plena época cristã, Proclo de Constantinopla, dá voz a esta espera, dizendo: "Insondável, ninguém te contém. Tudo que pensamos te pertence. São teus nossos males e nossos bens; de ti cada hálito nosso depende, ó Inefável, que nossas almas sentem presente, elevando-te um hino de silêncio" (Hymni, ed. E. Vogt, Wiesbaden 1957, en Preghiere dell'umanità, op. cit., p. 61).
Nos exemplos de oração das diversas culturas que consideramos, podemos ver um testemunho da dimensão religiosa e do desejo de Deus inscrito no coração de todos os homens, que se realiza completamente e chega à sua plena expressão no Antigo e Novo Testamentos. A Revelação, de fato, purifica e leva à sua plenitude o original anseio do homem de Deus, oferecendo-lhe, na oração, a possibilidade de uma relação mais profunda com o Pai celeste.
No início do nosso caminho na Escola de Oração, queremos agora pedir ao Senhor que ilumine nossa mente e nosso coração, para que a relação com Ele, na oração, seja sempre mais intensa, com carinho constante. E novamente lhe pedimos: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11,1). Obrigado!
Fonte: Zenit

Homem invade igreja na Paraíba, destrói imagens sacras, sofre infarto e morre



Publicado em 11.05.2011, às 08h20


Um homem invadiu uma igreja na cidade de Catingueira, no Sertão da Paraíba, destruiu as imagens sacras e depois teve um infarto e morreu. O crime ocorreu nessa terça-feira (10). Edmílson Jovino também agrediu o padre. As informações são do jornal Folha da Paraiba.

Segundo informações do padre Fabrício Dias Timóteo, o Círio Pascal e as imagens sacras do Cristo Crucificado e de Nossa Senhora de Fátima foram destruídas após a novena. “Ele estraçalhou logo de imediato um ventilador de pé. Ele pegou a haste desse ventilador e veio em minha direção quando me reconheceu como padre. Ele tentou me agredir com esta haste, eu me defendi, mas ele ainda conseguiu me dar um soco”, disse o padre.

Após invadir e destruir imagens sacras, Edmílson foi até a Praça da Matriz, onde foi capturado por populares e, em seguida, entregue à Polícia. Logo em seguida, ele começou a passar mal e morreu. “Segundo o parecer de alguns médicos, houve um infarto, um problema cardíaco fulminante”, disse o padre Fabrício Dias.

Por enquanto, a igreja permanece fechada até que seja feito o ato de desagravo que também pode ser chamada de ato de reparação. Ainda não se sabe se as imagens sacras vão ser restauradas ou subtituídas.
Fonte: Uol

terça-feira, maio 10, 2011


Consagração a Nossa Senhora


Ó minha Senhora, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós, e em prova de minha devoção para convosco, eu vos consagro neste dia meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E como assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e, defendei-me como coisa e propriedade vossa.
Amém.

domingo, maio 08, 2011

Oração das mães
Sois, meu Deus, o Criador e verdadeiro Pai dos meus filhos.

De vossas mãos os recebi cheios de vida,
como a dádiva mais preciosa que me podíeis ter dado
e que vossa bondade conserva para minha consolação e alegria.

Agradeço-vos de todo o coração,
e consagro-vos inteiramente a mim mesma e aos meus filhos,
para que vos sirvamos e vos amemos sobre todas as coisas.

Abençoai-nos, Senhor, enquanto eu, em vosso nome, os abençoo.

Não permitais que, por negligência da minha parte,
venham ele a se desviar do bom caminho.

Velai sobre mim para que eu possa vela sobre eles
e educá-los no vosso santo temor e na vossa lei.

Fazei-os dóceis, obedientes, inimigos do pecado,
para que não vos ofendam jamais.

Colocai-os, Senhor de bondade,
sob a maternal protecção de Maria Santíssima,
para que ela os proteja sempre.

Afastai deles as doenças, a pobreza
e as impurezas demasiado perigosas.

Livrai-os de todas as desgraças
e perigos da alma e do corpo
e concedei-lhe todas as graças
que sabeis serem-lhes necessárias,
a fim de que sejam bons filhos,
bons cristãos e fiéis servidores da pátria.

Fazei, Senhor, que possamos um dia,
encontrar-nos todos reunidos na celeste Igreja triunfante.



Amém

sábado, maio 07, 2011

quinta-feira, maio 05, 2011


BEATO JOÃO PAULO II: HOMILIA DE BENTO XVI


Na cerimônia de beatificação

CIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de maio de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a homilia que Bento XVI pronunciou durante a cerimônia de beatificação de João Paulo II, neste domingo, na Praça de São Pedro. 
* * *
Amados irmãos e irmãs,
Passaram já seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta Praça para celebrar o funeral do Papa João Paulo II. Então, se a tristeza pela sua perda era profunda, maior ainda se revelava a sensação de que uma graça imensa envolvia Roma e o mundo inteiro: graça esta, que era como que o fruto da vida inteira do meu amado Predecessor, especialmente do seu testemunho no sofrimento. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato!
Desejo dirigir a minha cordial saudação a todos vós que, nesta circunstância feliz, vos reunistes, tão numerosos, aqui em Roma vindos de todos os cantos do mundo: cardeais, patriarcas das Igrejas Católicas Orientais, irmãos no episcopado e no sacerdócio, delegações oficiais, embaixadores e autoridades, pessoas consagradas e fiéis leigos; esta minha saudação estende-se também a quantos estão unidos connosco através do rádio e da televisão.
Estamos no segundo domingo de Páscoa, que o Beato João Paulo II quis intitular Domingo da Divina Misericórdia. Por isso, se escolheu esta data para a presente celebração, porque o meu Predecessor, por um desígnio providencial, entregou o seu espírito a Deus justamente ao anoitecer da vigília de tal ocorrência. Além disso, hoje tem início o mês de Maio, o mês de Maria; e neste dia celebra-se também a memória de São José operário. Todos estes elementos concorrem para enriquecer a nossa oração; servem-nos de ajuda, a nós que ainda peregrinamos no tempo e no espaço; no Céu, a festa entre os Anjos e os Santos é muito diferente! E todavia Deus é um só, e um só é Cristo Senhor que, como uma ponte, une a terra e o Céu, e neste momento sentimo-lo muito perto, sentimo-nos quase participantes da liturgia celeste.
«Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29). No Evangelho de hoje, Jesus pronuncia esta bem-aventurança: a bem-aventurança da fé. Ela chama de modo particular a nossa atenção, porque estamos reunidos justamente para celebrar uma Beatificação e, mais ainda, porque o Beato hoje proclamado é um Papa, um Sucessor de Pedro, chamado a confirmar os irmãos na fé. João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica. E isto traz imediatamente à memória outra bem-aventurança: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus» (Mt 16, 17). O que é que o Pai celeste revelou a Simão? Que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo. Por esta fé, Simão se torna «Pedro», rocha sobre a qual Jesus pode edificar a sua Igreja. A bem-aventurança eterna de João Paulo II, que a Igreja tem a alegria de proclamar hoje, está inteiramente contida nestas palavras de Cristo: «Feliz de ti, Simão» e «felizes os que acreditam sem terem visto». É a bem-aventurança da fé, cujo dom também João Paulo II recebeu de Deus Pai para a edificação da Igreja de Cristo.
Entretanto perpassa pelo nosso pensamento mais uma bem-aventurança que, no Evangelho, precede todas as outras. É a bem-aventurança da Virgem Maria, a Mãe do Redentor. A Ela, que acabava de conceber Jesus no seu ventre, diz Santa Isabel: «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor» (Lc 1, 45). A bem-aventurança da fé tem o seu modelo em Maria, pelo que a todos nos enche de alegria o facto de a beatificação de João Paulo II ter lugar no primeiro dia deste mês mariano, sob o olhar materno d’Aquela que, com a sua fé, sustentou a fé dos Apóstolos e não cessa de sustentar a fé dos seus sucessores, especialmente de quantos são chamados a sentar-se na cátedra de Pedro. Nas narrações da ressurreição de Cristo, Maria não aparece, mas a sua presença pressente-se em toda a parte: é a Mãe, a quem Jesus confiou cada um dos discípulos e toda a comunidade. De forma particular, notamos que a presença real e materna de Maria aparece assinalada por São João e São Lucas nos contextos que precedem tanto o Evangelho como a primeira Leitura de hoje: na narração da morte de Jesus, onde Maria aparece aos pés da Cruz (Jo 19, 25); e, no começo dos Actos dos Apóstolos, que a apresentam no meio dos discípulos reunidos em oração no Cenáculo (Act 1, 14).
Também a segunda Leitura de hoje nos fala da fé, e é justamente São Pedro que escreve, cheio de entusiasmo espiritual, indicando aos recém-baptizados as razões da sua esperança e da sua alegria. Apraz-me observar que nesta passagem, situada na parte inicial da sua Primeira Carta, Pedro exprime-se não no modo exortativo, mas indicativo. De facto, escreve: «Isto vos enche de alegria»; e acrescenta: «Vós amais Jesus Cristo sem O terdes conhecido, e, como n’Ele acreditais sem O verdes ainda, estaischeios de alegria indescritível e plena de glória, por irdes alcançar o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1 Ped 1, 6.8-9). Está tudo no indicativo, porque existe uma nova realidade, gerada pela ressurreição de Cristo, uma realidade que nos é acessível pela fé. «Esta é uma obra admirável – diz o Salmo (118, 23) – que o Senhor realizou aos nossos olhos», os olhos da fé.
Queridos irmãos e irmãs, hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade, como afirma a Constituição conciliar Lumem gentiumsobre a Igreja. Os membros do Povo de Deus – bispos, sacerdotes, diáconos, fiéis leigos, religiosos e religiosas – todos nós estamos a caminho da Pátria celeste, tendo-nos precedido a Virgem Maria, associada de modo singular e perfeito ao mistério de Cristo e da Igreja. Karol Wojtyła, primeiro como Bispo Auxiliar e depois como Arcebispo de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e bem sabia que dedicar a Maria o último capítulo da Constituição sobre a Igreja significava colocar a Mãe do Redentor como imagem e modelo de santidade para todo o cristão e para a Igreja inteira. Foi esta visão teológica que o Beato João Paulo II descobriu na sua juventude, tendo-a depois conservado e aprofundado durante toda a vida; uma visão, que se resume no ícone bíblico de Cristo crucificado com Maria ao pé da Cruz. Um ícone que se encontra no Evangelho de João (19, 25-27) e está sintetizado nas armas episcopais e, depois, papais de Karol Wojtyła: uma cruz de ouro, um «M» na parte inferior direita e o lema «Totus tuus», que corresponde à conhecida frase de São Luís Maria Grignion de Monfort, na qual Karol Wojtyła encontrou um princípio fundamental para a sua vida: «Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria – Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Tomo-vos como toda a minha riqueza. Dai-me o vosso coração, ó Maria» (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 266).
No seu Testamento, o novo Beato deixou escrito: «Quando, no dia 16 de Outubro de 1978, o conclave dos cardeais escolheu João Paulo II, o Card. Stefan Wyszyński, Primaz da Polónia, disse-me: "A missão do novo Papa será a de introduzir a Igreja no Terceiro Milénio"». E acrescenta: «Desejo mais uma vez agradecer ao Espírito Santo pelo grande dom do Concílio Vaticano II, do qual me sinto devedor, juntamente com toda a Igreja e sobretudo o episcopado. Estou convencido de que será concedido ainda por muito tempo, às sucessivas gerações, haurir das riquezas que este Concílio do século XX nos prodigalizou. Como Bispo que participou no evento conciliar, desde o primeiro ao último dia, desejo confiar este grande património a todos aqueles que são, e serão, chamados a realizá-lo. Pela minha parte, agradeço ao Pastor eterno que me permitiu servir esta grandíssima causa ao longo de todos os anos do meu pontificado». E qual é esta causa? É a mesma que João Paulo II enunciou na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro, com estas palavras memoráveis: «Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!». Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e económicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem – Redemptor hominis: foi este o tema da sua primeira Encíclica e o fio condutor de todas as outras.
Karol Wojtyła subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem. A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem. Com esta mensagem, que é a grande herança do Concílio Vaticano II e do seu «timoneiro» – o Servo de Deus Papa Paulo VI –, João Paulo II foi o guia do Povo de Deus ao cruzar o limiar do Terceiro Milénio, que ele pôde, justamente graças a Cristo, chamar «limiar da esperança». Na verdade, através do longo caminho de preparação para o Grande Jubileu, ele conferiu ao cristianismo uma renovada orientação para o futuro, o futuro de Deus, que é transcendente relativamente à história, mas incide na história. Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de «advento», numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz.
Por fim, quero agradecer a Deus também a experiência de colaboração pessoal que me concedeu ter longamente com o Beato Papa João Paulo II. Se antes já tinha tido possibilidades de o conhecer e estimar, desde 1982, quando me chamou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pude durante 23 anos permanecer junto dele crescendo sempre mais a minha veneração pela sua pessoa. O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração: entranhava-se no encontro com Deus, inclusive no meio das mais variadas incumbências do seu ministério. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento: pouco a pouco o Senhor foi-o despojando de tudo, mas permaneceu sempre uma «rocha», como Cristo o quis. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia.
Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amen.

[Copyright 2011 - Libreria Editrice Vaticana] / Zenit

domingo, maio 01, 2011


Papa João Paulo 2º é beatificado no Vaticano; multidão acompanha cerimônia

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Papa João Paulo 2º é beatificado no Vaticano

Foto 34 de 49 - O papa Bento 16 proclamou beato seu antecessor, João Paulo 2º, em uma solene cerimônia realizada na praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (01). Cerca de um milhão de pessoas de todo o mundo participaram da celebração católica Reuters
O papa Bento 16 proclamou beato seu antecessor, João Paulo 2º, em uma solene cerimônia realizada na praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (01). Cerca de um milhão de pessoas de todo o mundo participaram da celebração católica, informou a polícia de Roma.
João Paulo 2º foi proclamado beato às 10h38 (5h38 em Brasília), enquanto os presentes na Praça de São Pedro e nas ruas e praças adjacentes romperam em aplausos que duraram vários minutos, enquanto soava uma música sacra. A beatificação é a etapa anterior à canonização.
O papa Bento 16 elogiou o novo beato por ter tido "a força de um gigante" para "inverter" a tendência da "sociedade, da cultura e dos sistemas político e econômicos" de abandonar o cristianismo. "Ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de serem chamados de cristãos, de pertencer à Igreja, de falar do Evangelho", disse.
Em sua homília, Bento 16 também explicou que decidiu acelerar o processo de beatificação por conta da grande veneração popular por João Paulo 2°. "Passaram-se seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta praça para celebrar o funeral do papa João Paulo 2°. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume de sua santidade, tendo o povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Hoje nos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo 2º. Seu nome junta-se à série de santos e beatos que ele mesmo proclamou durante os quase 27 anos de pontificado."
Bento 16, primeiro pontífice em vários séculos a proclamar beato seu antecessor, recordou que o Papa polonês vivenciou o confronto entre marxismo e cristianismo. "Aquela carga de esperança que de certa maneira se deu ao marxismo e à ideologia do progresso, ele a reivindicou legitimamente para o cristianismo, restituindo a fisionomia autêntica da esperança", disse.
O papa leu a fórmula da beatificação: "Concedemos que o venerável servo de Deus, João Paulo 2°, papa, de agora em diante, seja chamado de beato e seja celebrado no dia 22 de outubro."
Logo após a proclamação do novo beato, um grande retrato de João Paulo 2° foi exposto na fachada da Basílica, sob os aplausos da multidão e o papa Bento 16 recebeu a relíquia que contém o sangue de Karol Wojtyla e a beijou.
O polonês, Karol Wojtyla, que foi nomeado para liderar a Igreja Católica em 1978, morreu aos 84 anos em 2005.

Multidão

Delegações de 86 países, 22 delas lideradas por chefes de Estado ou de Governo, estavam presentes na cerimônia. A missa solene foi concelebrada por 800 religiosos, que deram a comunhão à multidão de peregrinos reunidos na praça e nas ruas próximas à Basílica de São Pedro. O Brasil foi representado pelo vice-presidente Michel Temer.
A prefeitura de Roma instalou 14 telões pela cidade para que as pessoas que não conseguiram entrar na praça consigam assistir a cerimônia. Devido à pressão dos peregrinos, a polícia italiana foi obrigada a abrir as cancelas que dão acesso à Praça de São Pedro quatro horas antes do previsto. 
O caixão de João Paulo 2º ficará exposto para a veneração dos fiéis no altar central da basílica e depois será colocado de forma definitiva na Capela de São Sebastião, ao lado da Pietà de Michelangelo.

A um passo da santidade

O milagre atribuído a João Paulo 2º para que se ele seja reconhecido como beato é a cura "imediata e inexplicável" da freira francesa Marie Simon-Pierre. Ela teria se curado do mal de Parkinson após orações e pedidos a João Paulo 2º.

A beatificação o deixa a um passo da santidade. "Existe a possibilidade de que sua canonização seja realizada em breve", reconheceu neste sábado o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, que contou que chegaram "de todas as partes do mundo" registros de novos milagres atribuídos a João Paulo 2º.

Para ser santo é preciso ter intercedido em um segundo milagre, para o qual é aberto um novo processo, que em alguns casos pode levar séculos.

Polônia

Os fiéis poloneses acompanham a beatificação de Karol Wojtyla, o papa da Polônia comunista, com entusiasmo. 
Enquanto vivo, Wojtyla chegou a dizer que foi na Polônia onde "tudo começou", em referência ao país que o viu nascer e onde começou seus estudos, descobriu o caminho da fé e optou pelo sacerdócio. 
"Para a maioria de poloneses, João Paulo 2º é, além de um símbolo religioso, um símbolo da liberdade e da luta contra o comunismo", explica o professor de teologia Piotr Wisniewski, um dos mais de 50 mil poloneses que viajaram 30 horas de ônibus até Roma para a beatificação, um esforço "para estar presente em um momento único para a Polônia e para o povo polonês", dz Wisniewski,
Dois telões foram instalados em Varsóvia para que os poloneses pudessem acompanhar a cerimômia e uma imagem gigante de João Paulo 2º, de 55 por 26 metros, formada por mais de 100 mil fotografias foi disposta na basílica da Divina Providência. Um papa móvel também percorreu as ruas de Varsóvia recriando a visita que o pontífice fez a seu país natal em 1979.
* com agências internacionais.