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quarta-feira, março 10, 2010

Fenômeno na Espanha: convento de clausura atrai a dezenas de jovens profissionais.

.- Uma religiosa de 43 anos, convertida em uma das prioresas mais jovens de sua ordem religiosa, revolucionou um antigo convento de Clarissas contemplativas na Espanha, convertendo-o em um ímã para dezenas de jovens mulheres profissionais.

Irmã Verônica ingressou no convento de Irmãs Clarisas de clausura da Ascensão fundado em Lerma (Espanha) em 1604, quando este se encontrava em uma crise vocacional.

Era 22 de janeiro de 1984 e Marijose Berzosa –o nome de Irmã Verônica no mundo- decidiu, aos 18 anos, deixar atrás a carreira de medicina, os amigos, as discotecas dos 80 e o basquete.

"Ninguém me entendeu. Houve apostas de que não ia durar nada. Mas eles não sentiam a força do furacão que me arrastava", conta Irmã Verônica. "Era a clássica adolescente em busca de uma saída... e tomei a decisão em apenas quinze dias".

Irmã Verônica ingressou assim a um convento onde fazia 23 anos não entrava nenhuma noviça.

Irmã Pureza de María Lubián, de 70 anos, hoje abadessa do convento em Burgos, foi sua formadora, e a recorda como "uma menina encantadora. Muito nobre e muito boa. Tinha 18 anos e um futuro. Abandonou tudo. Seguiu a chamada de Deus. Tinha uma personalidade muito rica. Sempre foi líder. E, espiritualmente, com uma grande vocação. Teve lutas e dificuldades. Fez um grande esforço. Mas atuou a graça do Espírito. E ela deixou fazer-se".

O jornal espanhol “El Pais”, um dos mais favoráveis a atual campanha socialista contra a
Igreja Católica na Espanha, não pôde resistir de publicar uma extensa reportagem sobre a Irmã Verônica, quem segundo o jornal, "converteu-se no maior fenômeno da Igreja desde Teresa de Calcutá"; pois "fez daquele vetusto convento de Lerma uma atrativa bandeira para vocações femininas que conta com 135 monjas com carreira profissional e uma média de idade de 35 anos e uma centena mais em lista de espera. Já abriram uma sucursal na localidade de La Aguilera, a 40 quilômetros de Lerma, em um enorme monastério cedido por seus irmãos franciscanos."

"Um boom insuspeitado de vocações quando os jesuítas têm apenas 20 noviços em toda a Espanha; os franciscanos, cinco, e os ‘paúles’, dois. Em um momento em que se importam monjas da Índia, Quênia ou Paraguai para evitar o fechamento de conventos habitados por velhinhas, e que a maioria de nossos sacerdotes superam os 60 anos", diz a reportagem.

O convento, durante os fins de semana, converteu-se em um ponto de acolhida de centenas de peregrinos: famílias numerosas, jovens membros de movimentos eclesiásticos e grupos paroquiais chegam em ônibus para participar das
orações, as peças teatrais e as exortações a uma vida cristã plena.

Segundo “El Pais”, a maioria das religiosas jovens que se viram atraídas pela vocação da Irmã Verônica "teve namorado e emprego… Não são freirinhas de escassa teologia… foram educadas na Igreja de resistência de
João Paulo II. São militantes… São urbanas e com estudos. Nenhuma é imigrante. Há cinco irmãs da mesma família; 11 casais de irmãs de sangue e um de gêmeas. Abunda a classe média. E os títulos universitários. Esta comunidade oferece um completo catálogo de advogadas, economistas, físicas e químicas; engenheiras de estradas, industriais, agrícolas e aeronáuticas; arquitetas, médicas, farmacêuticas, biólogas e fisioterapeutas; bibliotecárias, filólogas, pedagogas e fotógrafas".

Uma das irmãs da comunidade entrevistada pelo jornal define sua clausura como "uma casa aberta aos que tocam a nossa porta. Queremos compartilhar nossa fé, dar a conhecer o que está acontecendo conosco. E se virem Jesus em nós, adiante. Espanha está tão pagã que é necessário que compartilhemos nossa fé, não que a vivamos a sós. É o momento de atuar".

O crescimento do convento da chegada de Irmã Verônica foi explosivo: em 1994, quando foi nomeada formadora de noviças com apenas 28 anos, ingressaram 27 irmãs. Em 2002 eram 72; em 2004, 92; em 2005, 105. E 134 a finais do passado mês de setembro. Todas vivendo em um convento do século XVI construído para albergar a 32 religiosas.

Mas as religiosas contam agora com um lugar onde seguir crescendo: os Franciscanos de Lerma emprestaram por 30 anos o monastério de La Aguilera, contíguo ao santuário e à tumba de São Pedro Regalado.

O monastério se encontra em um acelerado processo de construção para proporcionar um espaço moderno, funcional e bem iluminado, com energia obtida mediante painéis solares.

O novo convento conta com 100 celas de 10 metros quadrados, com cama, mesa e genuflexório; enquanto se constrói um locutório com capacidade para 400 pessoas, uma hospedaria, banheiros para os visitantes, e uma nova capela.
Pouco tempo atrás, o Pe. Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, dirigiu um retiro às 140 freiras clarissas de Lerma. A visita do Capuchinho italiano foi ocasião para uma emotiva reportagem emitida pela RAI (Rádio e Televisão Italiana) em hora de máxima audiência, na Itália.


http://www.acidigital.com/noticia.php?id=17459


Sem Agnaldo Bueno

Escritos de Santa Clara

Cartas:
A maior preciosidade, entre os escritos de Santa Clara, está em suas Cartas. Temos quatro, dirigidas a Santa Inês de Praga, entre os anos 1234 e 1253. Sabemos que essas comunicações devem ter sido mais numerosas, mas ainda não foram encontradas. Alguns autores acrescentam a essas cartas uma quinta, dirigida a Ermentrudes de Bruges, uma discípula alemã que tinha ido morar na Bélgica. Mas seu texto não é seguramente autêntico. Vamos apresentar, a partir desses escritos, alguns pontos fortes da espiritualidade clariana.


Primeira Carta - 1234


"Porque, embora pudésseis gozar, mais do que outros, das pompas e honras deste mundo, desposando legitimamente, com a maior glória, o ilustre imperador, como teria sido sido conveniente à vossaexcelência e à dele, rejeitastes tudo isso e preferistes a santíssima pobreza e as privações corporais, com toda a alma e com todo o afeto do coração, tomando um esposo da mais nobre estirpe, o Senhor Jesus Cristo, que guardará vossa vigindade sempre imaculada e intacta. Amando-o, sois casta; tocando-o, tornar-vos-eis mais limpa; acolhendo-o, sois virgem..."


Segunda Carta - 1236


"Em rápida corrida, com passos ligeiro e pé seguro, confiante e alegre avance pelo caminho da bem-aventurança. Não confie em ninguém, não consinta com nada que queira afastá-la desse propósito, que seja tropeço no caminho, para não cumprir seus votos ao Altíssimo na perfeição em que o Espírito do Senhor a chamou. Siga o conselho do nosso Frei Elias, ministro geral. Prefira-o aos conselhos dos outros e tenha-o como o mais precioso dom. Se alguém lhe disser outra coisa, ou sugerir algo diferente, que impeça a sua perfeição ou parecer contrário ao chamado de Deus, mesmo que mereça sua veneração, não siga o seu conselho. Abrace o Cristo pobre como uma virgem pobre."


Terceira Carta - 1238


"Ponha a mente no espelho da eternidade, coloque a alma no esplendor da glória. Ponha o coração na figura da substância divina. E transforme-se, inteira, pela contemplação, na imagem da Divindade. Desse modo também você vai experimentar o que sentem os amigos quando saboreiam a doçura escondida, que o próprio Deus reservou desde o início para os que o amam."


Quarta Carta - 1253


"Jesus é o esplendor da glória eterna, o brilho da luz perpétua e o espelho sem mancha. Olhe dentro desse espelho todos os dias, esposa de Jesus Cristo e espelhe Nele o seu rosto, para enfeitar-se toda, interior e exteriormente. Preste atenção no princípio do espelho: a pobreza daquele que foi posto no presépio! No meio do espelho considere a humildade, a bem-aventurada pobreza, as fadigas e as penas que suportou pela redenção do gênero humano. E no fim do espelho, contemple a caridade inefável com que quis padecer no lenho da cruz e nela morrer a morte mais vergonhosa."


Sem. Agnaldo Bueno

terça-feira, março 09, 2010


Santos Sacerdotes


São Luís de Montfort (1673 - 1716)

(Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009)

Luís Maria Grignion nasceu no dia 31 de Janeiro de 1673 na cidadezinha de Montfort, então pertencente à antiga diocese de São Malo, hoje diocese de Rennes. Dos oito irmãos que teve, dois homens e seis mulheres, um deles se fez dominicano, e, dentre elas, três foram religiosas.

Até os doze anos, Luís Maria freqüentou a escola de Montfort.

Em 1685, o jovem partia para Rennes, onde ia principiar os estudos de latim no célebre colégio dos jesuítas. Devoto de Maria, distinguiu-se ali pela ciência e pela virtude. Reservado com os colegas, abria todo o coração aos pobres. E assim, aos catorze anos, era tido como o benfeitor dos indigentes e o anjo da guarda dos doentes.

No ano de 1693, partiu para Paris: uma jovem da nobreza, demoiselle de Montigny, conseguira-lhe a admissão no seminário de São Sulpício, de cuja pensão se incumbiu uma caridosíssima senhora. Data daquele ano de 93 o nome que o bem-aventurado passou a adotar: Luís Maria de Montfort.

Em Paris, Luís Maria apresentou-se, porque achou que a Deus seria agradável, como mendigo. Demoiselle de Montigny, estranhou. Onde o jovem de boa aparência? Que excentricidade era aquela? Quão diferente do moço que conhecera em Rennes!

De Montigny resolveu, então, enviá-lo para um estágio, à casa de La Barmondière, para que este o talhasse para o estado eclesiástico.

La Barmondière logo entreviu no jovem Luís Maria a alma de um santo. E como o moço se atirava sincera e ardorosamente à penitência, deixou-o à vontade. E Luís Maria, abarcou todas as práticas da comunidade. Em fins de 1693, adveio, em Paris, uma grande crise, de modo que a pensão que era reservada ao jovem estudante foi cortada. Luís, então, solicitou a permissão de ser irmão mendicante. E mendigou. À noite, por piedade, velava os defuntos da paróquia de São Sulpício.

Quando La Barmondière faleceu, Luís Maria entrou na comunidade de Boucher, doutor pela Sorbona, e ali contraiu grave moléstia. Levado a um hospital, submeteu-se a tratamento.

Durante a convalecença, leu as Cartas Espirituais do Padre Surin - aquela leitura o encheu de luz e de suavidade. A fama de grande santidade valeu-lhe a admissão no seminário menor de São Sulpício, onde recebeu ensinamentos perfeitamente ortodoxos, ao abrigo das jansenistas influências. Vendo na devoção a Maria o meio mais seguro de ir a Jesus, buscava os escritores que melhor haviam escrito sobre Nossa Senhora.

Durante cinco anos que esteve em São Sulpício, Luís Maria foi estudante aplicadíssimo, ao mesmo tempo que praticava a obediência, a mortificação e o recolhimento. Sob a conduta de Leschassier e de Bremier, que lhe queriam por a virtude à prova, de tudo se saiu magnificamente - mais doce, modesto e humilde - e engrandecido.

O comportamento do bem-aventurado acabou por enternecer os dois diretores, que lhe confiaram cargos importantes.

Em 1700, no dia 5 de Junho, foi ordenado Padre. E, consoante a piedosa prática da época, consagrou toda uma semana para a preparação da celebração da primeira missa.

O jovem sacerdote, depois de ter assistido à cerimônia de vestidura do hábito religioso de uma das irmãs, pregou, com sucesso, uma missão na paróquia rural de Grandchamp. Mais tarde, admitido no hospital de Poitiers, deu-se totalmente ao serviço dos pobres e dos doentes. Lançar-se-iam ali os primeiros fundamentos da congregação das Filhas da Obediência, inspirado por uma penitente, Maria Luísa Trichet, filha de um considerável magistrado.

Idéia estranha ou sublime inspiração do céu, Luís Maria, para formar o núcleo da congregação reuniu um certo número de pobres moças enfermas, mas grandemente animadas de espírito de humildade e de sacrifício. Tão bela ordem, fundar-se-ia no dia 2 de Fevereiro de 1703.

Organizador das Filhas da Obediência e fundador da Companhia de Maria, visava Luís de Montfort renovar o espírito cristão nas paróquias e propagar, particularmente, a devoção ao santo rosário.

Diz-se que a Virgem Santíssima conversava com o bem-aventurado consolando-o nas tribulações, exortando-o à luta, que os jansenistas o perseguiam sem cessar.

Luís Maria de Montfort sabedor do fim, preparou-se para a morte com importantes resoluções. Fez uma peregrinação a Nossa Senhora de Ardilliers. Passando por Fontevrault, onde a irmã muito amada professava, fez o sacrifício de não a procurar, mas lhe enviou uma saudação e a benção.

No dia 27 de Abril de 1716, ditou o testamento, dispondo da pobre bagagem de missionário em favor dos irmãos coadjutores e dos santuários da Virgem que foram restaurados devido aos seus cuidados.

Lutando uma última vez com Satanás, saiu vencedor do astucioso, trazendo no rosto o clarão da vitória alcançada. Falecido no dia 28 de Abril de 1716, as multidões foram venerar-lhe os restos. Quando, dezoito meses depois dos funerais, permitiu-se a exumação do corpo para que o transferissem a um mais honroso túmulo, muitos milagres tiveram lugar.

Leão XIII, em 1888, proclamou-o bem-aventurado.

(Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Violume VII, p, 332 à 335)

Sem. Agnaldo Bueno

segunda-feira, março 08, 2010

A Obediência

Carta aos sacerdotes sobre a obediência

Domingo, 29 de Novembro de 2009 / Pelo arcebispo Mauro Piacenza, secretário da Congregação vaticana para o Clero

Publicamos a carta que o arcebispo Mauro Piacenza, secretário da Congregação vaticana para o Clero, enviou aos presbíteros sobre a promessa de obediência que fizeram ao se ordenar sacerdotes.

“Prometes filial respeito e obediência a mim e aos meus sucessores?”

(Pontificale Romanum De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum,

editio typica altera, Typis Polyglottis Vaticanis 1990).

Caríssimos irmãos no sacerdócio

Ainda que não estejam vinculados pelo voto solene de obediência, os ordinandos fazem a promessa de “filial respeito e obediência” ao próprio Bispo e aos seus sucessores. Se, por um lado, é diferente o estatuto teológico entre um voto e uma promessa, idêntico é o compromisso moral definitivo e total, idêntica é a oferta da própria vontade à vontade de um Outro: à vontade Divina, eclesialmente mediada.

Num tempo como o nosso, fortemente marcado pelo relativismo e pelo de mocratismo, com vários autonomismos e libertarismos, parece ser sempre mais incompreensível uma tal promessa de obediência. Normalmente é concebida como uma diminutio da liberdade humana, como um perseverar em formas obsoletas, típicas de uma sociedade incapaz da autêntica emancipação.

Nós, que vivemos a obediência autêntica, bem sabemos que não é assim. A obediência na Igreja não é contrária à dignidade e ao respeito da pessoa e não deve ser concebida como uma subtração de responsabilidade ou como uma alienação.

O Ritual latino utiliza um adjetivo fundamental para a justa compreensão de tal promessa. Define a obediência somente depois de ter inserido o “respeito”, devidamente adjetivado com “filial”. Ora, o termo “filho” em todas as línguas é um nome relativo, que implica a relação entre o pai e o filho. Justamente neste contexto relacional deve ser compreendida a obediência que um dia prometemos. O pai, neste contexto, é chamado a ser realmente pai, e o filho, a reconhecer a própria filiação e a beleza da paternidade que lhe é doada. Tal como informa a lei natural, ninguém escolhe o próprio pai e, da mesma forma, ninguém escolhe os próprios filhos. Somos, portanto, todos chamados – pais e filhos – a ter uma visão sobrenatural, de grande misericórdia recíproca e de grande respeito. Trata-se de ter a capacidade de olhar ao outro tendo presente o Mistério bom que o gerou e que sempre, ultimamente, o constitui. O respeito é, em linha de máxima, simplesmente este: olhar a alguém tendo presente a um Outro!

Só em um contexto de “respeito filial” é que se torna possível uma autêntica obediência, que não será apenas formal, mera execução de ordens, mas apaixonada, completa, atenta e capaz de gerar frutos de conversão e de “vida nova” naquele que a vive.

A promessa é feita ao Bispo do tempo da Ordenação e aos seus “sucessores”, justamente porque a Igreja procura evitar os excessos personalistas. Coloca no centro a pessoa, mas não os subjetivismos que desvinculam da força e da beleza – histórica e teológica – da Instituição. Também na Instituição, que é de origem divina, habita o Espírito Santo. A instituição é, por sua própria natureza, carismática e, neste sentido, estar livremente ligada a ela, no tempo (sucessores) significa poder “permanecer na verdade”, permanecer n’Ele, presente e operante no seu corpo vivo que é a Igreja, na beleza da continuidade temporal, no passar dos séculos, que nos une indivisivelmente a Cristo e aos Apóstolos.

Peçamos à Ancilla Domini – que é a obediência por excelência, Aquela que também na fatiga exultou dizendo: “Eis-me aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” – a graça de uma obediência filial, plena, alegre e pronta; uma obediência que nos livre de todo protagonismo e que possa mostrar ao mundo que é realmente possível doar tudo a Cristo e ser plenamente realizados e autenticamente homens.

X Mauro Piacenza
Arcebispo tit. de Victoriana
Secretário

Sem. Agnaldo Bueno

domingo, março 07, 2010

FÉRIAS GENS E AMOR INFINITO - 2010.

TEMA: “UNUM COR ET ANIMA UMA.”










































































































































Sem. Agnaldo Bueno

Irmã Dulce, um Anjo que passou pela terra.


Irmã Dulce nasceu em Salvador, no dia 26 de maio de 1914. Seu nome de batismo é Maria Rita Lopes Pontes, filha de Augusto Lopes Pontes e Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Quando criança rezava muito e pedia sinais a Santo Antônio se deveria seguir a vida religiosa.

Em 1927, Ela se manifesta, pela primeira vez, a vontade de entrar para o convento. Desde os treze anos ajudando mendigos, enfermos e desvalidos. Até que aos 18 anos seu pai aceitou a idéia de sua filha tornar-se freira.

Em 1932, recebe o diploma de professora, pela Escola Normal da Bahia. Um ano mais tarde ingressa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição das Mães de Deus, do Convento de São Cristóvão, em Sergipe.

Em 15 de agosto de 1934, faz os votos de profissão de fé religiosa. Em homenagem a sua mãe recebe o nome de Irmã Dulce. Após tornar-se freira, é enviada novamente a Salvador, para trabalhar como enfermeira voluntária no Sanatório Espanhol por 3 meses.

Irmã Dulce abrigava as pessoas doentes em casas arrombadas, ela também transformou o galinheiro de um convento num albergue para pobres.

A Associação Obras Sociais Irmã Dulce foi fundada em 26 de maio de 1959, e instalada em 15 de agosto de 1959, data em que a Irmã Dulce recebeu o estatuto de fundação, de caráter filantrópico, e elaborado pelo seu pai.

Em 1980, Irmã Dulce tem o seu primeiro encontro com o Papa João Paulo II. Fundou o Círculo Operário da Bahia, que além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas. Quase não comia e não dormia. Os sacrifícios resultavam felicidade. Queria morrer junto aos pobres.

Faleceu em 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, depois de passar 16 meses internada. Desde então a sua obra passou a ser dirigida pela sua sobrinha, Maria Rita Lopes Pontes.


Sem. Agnaldo Bueno

quinta-feira, março 04, 2010








setembro 18, 2009 / Roberta Rizzo


Quem são são estes que trazem em suas mãos e em seus lábios o poder de transubstanciar o Pão e o Vinho no Corpo e Sangue de Cristo?

Quem são estes, que o próprio Deus obedece, ao ouvir as Sagradas Palavras pronunciadas pelos seus lábios?

Quem são estes portadores da bênção, que aquilo que ligam na terra ligam no Céu, e o que desligam na terra, desligam no Céu?

Quase nunca nos atentamos ou buscamos aprofundar o mistério desses Homens do Altar, consumidos de amor por Deus e pelas almas.

Antes de tudo são homens, que assim como nós foram chamados a vida e a santidade, que possui suas fraquezas e suas limitações de ser humano, capazes de fazer o bem, mas também de fazer o mal.

Deus os separou para conduzir o seu rebanho ao Céu, e para tal missão, derramou sobre eles graças sobrenaturais, que os fazem vencer muitas lutas, mas esse mesmo Deus não anulou a sua humanidade, pois é através desta, que eles constroem a sua santidade, na luta do dia-a-dia, e podem compreender o povo a eles confiados pois eles mesmos não estão isentos de dores e de erros.

Homens que ao sentirem que o Senhor os chamava a uma vocação específica, mesmo conscientes de suas limitações e misérias, disseram com generosidade o seu SIM, e a partir de sua resposta, Deus derramou abundantes graças sobre eles, para que levem em frente e com fidelidade o SIM dado.

Homens que se decidiram viver do sobrenatural, das coisas eternas, mesmo estando na terra. Que optaram por viver a radicalidade do 1° mandamento “amar a Deus sobre todas as coisas”.

Homens que depois que foram tocados pelo sublime e grandioso amor de Deus, pode então exclamar como São Paulo, “ considero tudo como lixo, como perda”.

Homens comuns, que tem um coração a bater no peito, que sentem fome e sede, que sentem saudades, solidão, que choram, que riem, que se emocionam, que sentem dor, que ficam doentes, que vão ao médico, que também precisam de cuidados, que se dão, que aconselham, que trazem em si seus próprios desejos, aos quais precisam renunciar todos os dias para que a vontade de Deus se cumpra em suas vidas.

Homens que renunciaram a tudo e a todos por um bem maior, que é o próprio Deus, que foram selados pelo Céu, que trazem em si, em seus corações as Marcas do Eterno. Que pelo seu Sim, não se pertencem mais, mas pertencem a Deus, e na medida que o Coração de Deus os pede, pertencem a humanidade.

Nunca nos esqueçamos que eles são de Deus, são propriedade de Deus. Por isso, tomemos cuidado, pois quando nos aproximamos de um Sacerdote, precisamos lembrar disso, “eles são propriedades do Criador”, que seu Ministério pertence a nós, mas eles pertencem à Aquele que os chamou, e que este é ciumento: “Ai daqueles que tocam em um dos meus consagrados”!

Se é pecado cobiçar as coisas alheias, as coisas do próximo, imagine cobiçar aquilo que pertence a Deus?

Devemos zelar, cuidar dos Sacerdotes, porque sem eles morreremos de fome, pois eles trazem para nós o Pão da Vida Eterna, o perdão para os nossos pecados, e através de suas palavras que calam nossos corações, por serem as palavras do próprio Deus alívio as nossas dores.

O Sacerdote é mistério de amor, pequeno diante dos homens e grande aos olhos de Deus. E diante do mistério eu ajoelho e rezo!

Sem. Agnaldo Bueno

HOMILIA DO CARDEAL TARCISIO BERTONE,
SECRETÁRIO DE ESTADO DO SANTO PADRE

Romano Canavese (Piemonte)
Domingo, 19 de Julho de 2009

Estimados irmãos e irmãs

A hodierna celebração eucarística realiza-se num contexto muito singular. Com efeito, preparamo-nos para receber o Santo Padre Bento XVI, que nos concede a honra de visitar a nossa terra canavesana, e em particular esta nossa comunidade paroquial. É uma ocasião de alegria para todos; é uma bênção para a nossa paróquia e para a nossa cidade; ao mesmo tempo, é uma ocasião para manifestar a nossa fidelidade a Cristo e o nosso amor à Igreja, cujo Pastor supremo é o Papa. Portanto, nesta nossa celebração queremos orar em primeiro lugar pelo Papa e depois, guiados pela palavra de Deus, estender a nossa lembrança orante a todos os pastores, chamados a ser pais, guias e mestres do povo cristão.

A palavra de Deus na liturgia deste 16º domingo do tempo comum especialmente a primeira leitura, tirada do profeta Jeremias, e o Evangelho segundo São Marcos apresentam, com efeito, precisamente a figura do pastor. O profeta Jeremias dirige uma séria admoestação ao Senhor: "Ai dos pastores que deixam perecer e dispersam o rebanho da minha pastagem". No entanto, o Evangelho apresenta Jesus como o Pastor pronto para procurar as ovelhas tresmalhadas e para as reunir ao seu redor. Portanto, reflictamos sobre esta breve mas intensa página evangélica: Jesus chama à parte os discípulos para que permaneçam com Ele, e com Ele descansem. Alguns capítulos antes, o Evangelista narrou que Ele instituíra os Doze para O ajudar na sua tarefa de pastor. Com efeito, São Marcos escreve que os escolheu "para permanecer com Ele e para os enviar a pregar" (3, 14).

Para compreender qual é a verdadeira missão de cada pastor, é necessário fixar o olhar em Cristo e permanecer à escuta atenta da sua palavra e de cada um dos seus ensinamentos. Através dos Apóstolos e dos pastores de todas as épocas, Ele quer tornar-se presente e agir como o verdadeiro Pastor das nossas almas. Portanto, a opção de se dedicar ao ministério pastoral não é individual: ao contrário, é uma vocação específica e pessoal de Deus, que escolhe quem e como quer, e envia os "chamados" a cuidar do seu povo, da humanidade de todas as épocas, que muitas vezes parece composta precisamente de "ovelhas sem pastor". Jesus sente compaixão pela humanidade! O dom dos pastores à Igreja Papa, bispos e sacerdotes é por conseguinte um gesto de amor do Senhor, um gesto de misericórdia infinita.

Estamos no Ano sacerdotal, e então como deixar de dar graças a Deus pela presença dos seus ministros ao serviço da Igreja? O sacramento da ordem constitui como presbíteros homens frágeis e débeis, tornando-os no meio do povo "presença de Jesus Bom Pastor". O Senhor faz deles seus directos colaboradores, envia-os como servos do Evangelho e pede-lhes que sejam construtores de unidade e ministros de misericórdia. Em última análise, cada sacerdote é alter Christus, que deve cumprir a própria missão de salvação nos lugares e nos tempos em que se encontra a viver e a trabalhar. Caros irmãos e irmãs, o Ano sacerdotal é mais oportuno do que nunca para nos ajudar a redescobrir a dádiva do sacerdócio ministerial ao serviço do sacerdócio de todos os fiéis, como teve a oportunidade de ressaltar Bento XVI na sua catequese de há algumas semanas.

Para nós, sacerdotes, trata-se de um dom a redescobrir todos os dias; mas compreender o valor deste sacramento é também tarefa das famílias, para que permitam, aliás facilitem, a resposta dos seus filhos à chamada de Cristo, quando ela se manifesta. Consideremos um pouco a situação em que vivemos também aqui, na nossa terra. Há muita carência de sacerdotes, há necessidade de numerosos presbíteros, e sobretudo de santos sacerdotes. Por isso, temos que rezar a fim de que, como Dom Bosco gostava de dizer, as famílias compreendam que a vocação de um filho é "o maior dom para a família". Não é porventura verdade que algumas famílias, primeiro contrárias à vocação de um dos seus filhos, depois puderam experimentar a verdade destas palavras de Dom Bosco?

Oremos para que aumente o número de vocações ao sacerdócio, também nesta nossa comunidade diocesana, e ajudemos os jovens a ser corajosos e generosos ao responder à chamada do Senhor. De modo especial, rezemos por esta intenção durante o Ano sacerdotal, desejado pelo Papa para recordar o 150º aniversário da morte do Santo Cura d'Ars, modelo de pároco e padroeiro de todos os párocos do mundo. Além disso, a poucos quilómetros de Romano, em Vische Canavese, há um século viveu a venerável Madre Luísa Margherita Claret De La Touche, que escreveu páginas emocionantes sobre o mistério do sacerdócio católico, fundando uma família religiosa inteiramente dedicada à oração pelos sacerdotes. E a Diocese de Ivrea quis começar o Ano sacerdotal precisamente em Betania di Vische. Neste momento, queremos dar graças ao Senhor inclusive pelos presbíteros que Ele colocou no nosso caminho, que nos guiaram e educaram na fé: muitos deles nos ofereceram com o seu exemplo uma imagem viva do Bom Pastor. E de sacerdotes assim, sem dúvida cada um de nós tem algum para recordar.

Modelo de cada pastor eu recordava no início é sempre Jesus, que veio para procurar as ovelhas perdidas. Isto mostra que cada sacerdote deve alimentar um verdadeiro anseio pela salvação das almas, redimidas e reconciliadas pelo sangue de Cristo, como São Paulo nos recordou na carta aos Efésios, que há pouco ouvimos. O sacerdote deve ser apóstolo de unidade e de reconciliação na Igreja. E como hoje são necessárias a unidade e a reconciliação na Igreja e no mundo! Temos o dever de nos comprometermos na construção da unidade onde quer que nos encontremos, unidade na família, na paróquia, na Diocese, na Igreja e na sociedade. Temos que rezar para que a Igreja inteira, unida ao Papa, ofereça este testemunho de reconciliação e de unidade.

Voltando por alguns instantes à página evangélica, gostaria de reflectir sobre a "emoção" que Jesus sente diante das multidões, comparadas com ovelhas perdidas, desprovidas da guia do pastor. Como deixar de entrever aqui o amor do Senhor pela humanidade marcada por tantas dificuldades e sofrimentos? Imitando-O, o Bom Pastor, os pastores da Igreja têm o dever de nutrir os mesmos sentimentos de Cristo pela humanidade de hoje. A emoção de Cristo torna-se modelo do nosso próprio acolhimento. Em primeiro lugar, certamente é modelo dos sacerdotes, mas o convite a ser acolhedores é dirigido a todos os fiéis acolhimento de quem sofre e vive no abandono, acolhimento especialmente daqueles que são frágeis na fé e na sua existência cristã. Cada cristão deve cultivar em si mesmo o espírito do Bom Pastor, pronto para ser paciente, para ajudar quem está em dificuldade a readquirir confiança, a retomar o caminho. E por isso são indispensáveis o exemplo e o apoio válido dos pastores e dos outros companheiros de caminho espiritual.

Hoje no mundo existe uma pobreza material que aumenta; mas há inclusive uma miséria espiritual que corre o risco de destruir muitas existências. Jesus diz o Evangelho "pôs-se a ensinar-lhes muitas coisas", impelido por um amor profundo que vai além de todos os limites. Se o pão material é necessário, é-o ainda mais o pão espiritual da verdade e do amor de Deus.

Podemos ver aqui que o segredo de toda a autêntica evangelização é precisamente o amor de Cristo: um amor que se abre a todo o tipo de pobreza e abraça todos os homens, sem distinção de raça e cultura. As três encíclicas de Bento XVI ajudam-nos a ter hoje a justa e oportuna abertura às pobrezas do nosso tempo. Em particular, a recente encíclica Caritas in veritate ajuda-nos a compreender que as pobrezas económicas têm raízes profundas no egoísmo do coração do homem. Para as debelar, é indispensável um sério caminho de conversão ao amor de Cristo. O Papa repetiu no domingo passado no Angelus, que "o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento humano integral".

Tarefa da Igreja é, portanto, fazer com que Cristo e o seu Evangelho de salvação sejam conhecidos. Então, compreende-se como é importante anunciar a palavra de Deus com verdade e amor, e como é urgente a tarefa dos pastores de nutrir os fiéis com esta palavra de salvação, fazendo com que cada um se torne por sua vez mensageiro e testemunha da mesma no próprio ambiente de vida e de trabalho. Missão que cabe a todos. Um desafio que a todos interpela e pede aos leigos que construam a esperança e o futuro da Igreja e da humanidade.

Gostaria de acrescentar ainda brevemente algumas considerações, para melhor focalizar as condições que permitem a cada baptizado ser autêntico evangelizador. Em primeiro lugar, é necessário que participem na Eucaristia dominical para ouvir os ensinamentos do Senhor. E precisamente na participação na Eucaristia, a comunidade cristã deveria poder encontrar aquele espaço positivo, liberatório, para pôr em actividade toda a força criadora do espírito que se dirige a Deus em atitude de oração e de conversão. No conjunto dos dinamismos da convivência humana que se movem na cidade, no seu vórtice de ruídos, de negócios e de intrigas, o homem sente a necessidade de um oásis de paz em que o Senhor, no silêncio, possa falar ao seu coração: "Vinde à parte comigo Jesus convida e descansai um pouco".

A caridade fraterna, o amor familiar e o compromisso educativo adquirem força, se forem vividos no seio da comunidade dos fiéis. Por isso, hoje gostaria de frisar a importância da pausa dominical, em comunhão com o Senhor, para a recuperação constante das energias espirituais necessárias para superar as dificuldades da vida. Além disso, é mais importante do que nunca aprender a visitar Jesus. Deus, que não é um estranho, não exige muitas acrobacias para ser encontrado, pois está sempre presente no coração que dele se recorda, uma lembrança que é cultivada andando por vezes "à parte" com Jesus e descansando com Ele. Os nossos povoados são ricos de igrejas deveras bonitas, mas demasiadas vezes muito vazias, sem adoradores de Deus, sem amigos de Jesus. É preciso entrar em intimidade com o Mestre, olhá-lo face a face, falar-lhe de coração a coração.

Uma comunidade que vive assim poderá anunciar com vigor e alegria o Evangelho da esperança e do amor. Caros irmãos e irmãs, esta é a nossa missão, pois somos chamados como hoje recordam os textos bíblicos a ser anunciadores da palavra de Deus. Uma tarefa que é particularmente urgente para vós, queridos jovens, que deveis ser os evangelizadores dos vossos coetâneos. E, precisamente a este respeito, apraz-me concluir com as palavras que o Papa Bento XVI dirigiu aos milhares de jovens que lotavam as escadas e as ruas adjacentes ao estádio do Pacaembu em São Paulo, durante a visita ao Brasil, há dois anos. Recordo muito bem o entusiasmo daquele encontro comovedor: "Vós disse o Papa sois jovens da Igreja. Por isso eu vos envio para a grande missão de evangelizar os jovens e as jovens, que andam errantes por este mundo, como ovelhas sem pastor. Sede os apóstolos dos jovens. Convidai-os para que venham convosco, façam a mesma experiência de fé, de esperança e de amor; encontrem-se com Jesus, para se sentirem realmente amados, acolhidos, com plena possibilidade de realizar-se" (10 de Maio de 2007). Que assim seja, com a ajuda de Deus e a salvaguarda materna de Maria, Virgem da Assunção e Nossa Senhora da Estrela.

Sem. Agnaldo Bueno

quarta-feira, março 03, 2010

Março - Mês de São José


Segunda-Feira, começou o mês de Março, carinhosamente conhecido também como mês de São José, por conta de sua Solenidade no dia 19.
Além de Esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, o grande santo é pai terreno de Nosso Senhor e Patrono da Santa Igreja. Foi, aliás, durante o Concílio Vaticano I que São José foi declarado Patrono da Igreja Católica, posto que, tendo cuidado tão bem da Cabeça da Igreja, que é Cristo, certamente cuidaria muito bem de todo o Corpo.

Oração composta pelo Papa Leão XIII:

A te beate Ioseph, in tribulatione nostra confugimus, atque, implorato Sponsae tuae sanctissimae auxilio, patrocinium quoque tuum fidenter exposcimus. Per eam, quaesumus quae te cum immaculata Virgine Dei Genetrice coniunxit, caritatem, perque paternum, quo Puerum Iesum amplexus es, amorem, supplices deprecamur, ut ad hereditatem, quam Iesus Christus acquisivit Sanguine suo, benignus respicias, ac necessitatibus nostris tua virtute et ope succurras.
Tuere, o Custos providentissime divinae Familiae, Iesu Christi subolem electam; prohibe a nobis, amantissime Pater, omnem errorum ac corruptelarum luem; propitius nobis, sospitator noster fortissime, in hoc cum potestate tenebrarum certamine e caelo adesto; et sicut olim Puerum Iesum e summo eripuisti vitae discrimine, ita nunc Ecclesiam sanctam Dei ab hostilibus insidiis atque ab omni adversitate defende: nosque singulos perpetuo tege patrocinio, ut ad tui exemplar et ope tua suffulti, sancte vivere, pie emori, sempiternamque in caelis beatitudinem assequi possimus. Amen.

A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade, que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus conquistou com seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; assim como outrora salvastes da morte a vida do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo, e sustentados com vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Assim seja.

Gostaria também de convidar a todos, sobretudo os jovens, a rezarem todos os dias deste mês pedindo a Deus a graça da pureza. Proponho um antiga oração que está na Raccolta (uma espécie de Enchiridion Indulgentiarum/Manual de Indulgências) e era rezada pelos sacerdotes após a Santa Missa:
Virginum custos et pater, sancte Ioseph, cuius fideli custodiae ipsa Innocentia Christus Iesus et Virgo virginum Maria commissa fuit; te per hoc utrumque carissimum pignus Iesum et Mariam obsecro et obtestor, ut me, ab omni immunditia praeservatum, mente incontaminata, puro corde et casto corpore Iesu et Mariae semper facias castissime famulari. Amen.

Tradução:
Glorioso São José, Pai e Protetor das virgens, guarda fiel, a quem Deus confiou Jesus Cristo, a própria inocência, e Maria a Virgem das Virgens! Eu vos peço e vos rogo por Jesus e Maria, esse dúplice depósito que vos foi feito tão querido, que me livreis de toda a mancha e que com a alma incontaminada, o coração puro e o corpo casto, sirva constantemente a Jesus e Maria. Amém.
SANCTE IOSEPH, PROTECTOR SANCTÆ ECCLESIÆ, ORA PRO NOBIS!


Por Luís Augusto - membro da ARS
Sem. Agnaldo Bueno

segunda-feira, março 01, 2010


Oração a São José

A vós, S. José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos também o Vosso patrocínio. Por este laço sagrado de caridade que Vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente Vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com seu Sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o Vosso auxílio e poder. Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o Vosso constante patrocínio a fim de que, a Vosso exemplo e sustentados por Vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém.

Sem. Agnaldo Bueno