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domingo, março 28, 2010

A ORIGEM DA SEMANA SANTA

A Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a paixão de Cristo, sua morte e ressurreição.
Jesus Cristo não aceitava o tipo de
vida que seu povo levava, o governo cobrando altos impostos, riquezas extremas para uns e miséria para outros.
Ao chegar a Jerusalém, foi aclamado pela população como sendo o Messias, o Rei, mas os romanos não acreditavam que ele era filho de Deus, duvidavam dos seus sábios ensinamentos, de sua missão para salvar a humanidade, então passaram a persegui-lo.
Jesus tinha conhecimento de tudo que iria passar, da peregrinação que o levaria à morte. Convidou, então, doze homens a quem chamou de discípulos, para levar seus ensinamentos às
pessoas.
Porém, Judas Escariotes, um desses apóstolos, também duvidou que Ele era um enviado de Deus, entregando-lhe para os romanos, que o capturaram.
Em seguida, fizeram Jesus passar pela via sacra, amarrado à sua cruz, carregando-a por um longo trecho, sendo torturado, levando chibatadas dos soldados, sendo caçoado covardemente até sofrer a crucificação e a morte.
A semana santa foi celebrada pela primeira vez no ano de 1682, através do Concílio de Niceia, advinda do Papa Silvestre I, onde os ensinamentos da doutrina católica tornam-na como religião oficial do Império Romano.
Foi determinado que a semana santa fosse constituída de oito dias. Seu início se deu no domingo de ramos, através da entrada do Rei, do Messias, na cidade de Jerusalém, para comemorar a páscoa judaica. Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo; na terça-feira foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada; a quarta-feira é conhecida como o dia das trevas; a quinta-feira foi a última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus. E, finalmente, o domingo de páscoa, o dia em que ressuscitou e encheu a humanidade de esperança de vida eterna.

Sem. Agnaldo Bueno

Consagração a Nossa Senhora


Ó Santa Mãe Dolorosa de Deus, ó Virgem Dulcíssima:
Eu vos ofereço meu coração para que o conserveis intacto, como Vosso Coração Imaculado.
Eu vos ofereço a minha inteligência, para que ela conceba apenas pensamentos de paz e bondade, de pureza e verdade.
Eu vos ofereço minha vontade, para que ela se mantenha viva e generosa ao serviço de Deus.
Eu vos ofereço meu trabalho, minhas dores, meus sofrimentos, minhas angústias, minhas tribulações e minhas lágrimas, no meu presente e no meu futuro para serem apresentadas por Vós a Vosso Divino Filho, para purificação de minha vida. Mãe compassiva, eu me refugio em vosso Coração Imaculado, para acalmar as dolorosas palpitações de minhas tentações, de minha aridez, de minha indiferença e das minhas negligências.
Escutai-me, ó Mãe, guiai-me, sustentai-me e defendei-me contra todo perigo da alma e do corpo, agora e para toda a eternidade. Amém!



Sem. Agnaldo Bueno

quarta-feira, março 24, 2010


O padre, presidente da liturgia.
Por Pe Vitor Feller

O Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, não pertencia à classe sacerdotal. Mas, como todo bom judeu, desde os doze anos visitava o templo de Deus, para orar e oferecer sacrifícios ao Pai celeste. Em seu ministério de pregação do Reino e na sua predileção pelos últimos, Jesus de Nazaré fez de si mesmo o novo templo de Deus. No episódio da expulsão dos vendilhões, o evangelista João atesta que “ele falava do santuário de seu corpo” (Jo 2,21). A Carta aos Hebreus, ao falar do sacerdócio de Cristo, insiste que ele é o único e eterno sacerdote, porque entrega a sua vida, é capaz de se compadecer das fraquezas humanas e nos convida a seguir o seu exemplo, vivendo a vida cristã na obediência à vontade do Pai e na entrega total até a morte. Como Jesus, todo presbítero deve também fazer de sua vida uma liturgia, isto é, deve sacrificar-se pelo Reino, na fidelidade ao Pai e no empenho pela salvação da humanidade. Deve fazer de seu corpo, isto é, de todo o seu ser e agir, um templo para Deus. Neste sentido de uma vida sacrificada, o presbítero é o homem da liturgia. Por isso, é o homem do templo, do tabernáculo. Lugar por excelência em que ele exerce essa missão é a presidência das celebrações litúrgicas, sobretudo da Missa.
A poesia da missaA poeta Adélia Prado, uma das mais conhecidas escritoras brasileiras da atualidade, em um encontro sobre canto e liturgia, em Aparecida, falou sobre linguagem poética e linguagem litúrgica. Ao propor um resgate da beleza simples e sóbria da liturgia católica, ela cunhou a seguinte frase, que já se tornou clássica: “Missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum”. Ela se referia ao péssimo costume de muitos padres e auxiliares da celebração da missa (comentaristas, leitores, cantores) que não respeitam a linguagem poética da missa, a linguagem do sagrado. Fazem da missa um acúmulo de acessórios e ruídos: comentários, explicações, gritos, gestos incontidos, cartazes de todo tipo, avisos infindos. Usam instrumentos musicais inadequados para o canto litúrgico, como as estridentes baterias, mais apropriadas para shows e espetáculos do mundo. Servem-se de coisas impróprias para a santidade da liturgia: cantos barulhentos, microfones altíssimos, papéis e mais papéis jogados sobre o altar, bordados e rendas nas alfaias e nas vestes do padre. Tudo coisas que desrespeitam a sobriedade da Missa. Acham que a Tradição da Igreja é ignorante em matéria de liturgia e, por isso, arvoram-se em criadores de coisas novas. Não para louvar a Deus, que é simples na sua unidade, bondade e beleza, mas para agradar aos homens e, talvez, para se autoglorificarem. Com isso, perdem uma grande oportunidade, a única oportunidade, de fazer da Missa o cartão de visitas da comunidade cristã. A história do cristianismo testemunha que muita gente se converteu à fé católica ao participar de uma Missa bem celebrada, com unção e poesia, com simplicidade e beleza.
O mistério da missaA liturgia, sobretudo a Missa, celebra o mistério pascal, o mistério da morte e da ressurreição do Senhor. É a ocasião em que o fiel se prostra diante de Deus, o humano diante do divino. É a hora do silêncio, do vazio interior, para se ouvir a voz de Deus. Outra bela frase de Adélia Prado é: “a palavra foi inventada para ser calada”. O ritual da Missa foi elaborado por especialistas em liturgia, gente que entende do jogo simbólico entre palavra e silêncio. Todas as palavras do ritual da Missa – as saudações e orações do presidente, as súplicas do Ato Penitencial, a linda oração do Hino de Louvor, as leituras bíblicas, a oração eucarística etc. – estão fundamentadas na Palavra de Deus. Na forma de um jogo simbólico que se reveza entre o presidente e a assembleia, todo o ritual litúrgico é também Palavra de Deus. Daí a necessidade de proclamá-la com unção, de ouvi-la no silêncio do coração, de fazer momentos de silêncio para deixar que essa Palavra divina – na escritura e na liturgia – penetre todos os meandros de nosso ser pessoal e de nossas relações comunitárias. O mundo de hoje tem horror ao silêncio, ao vazio. Parece haver um medo de que no silêncio Deus nos fale! Tudo tem que ser preenchido com palavras e barulhos e ruídos humanos.
O ministério do padreComo presidente da assembleia litúrgica, o presbítero deve ter consciência de que está fazendo as vezes de Cristo, o único Cabeça da Igreja. Cabe a ele garantir a santidade e a sobriedade da liturgia. Para tanto, deve fazer da liturgia o centro de seu ministério. Junto com o múnus da liturgia, o múnus da profecia e o da caridade constituem o essencial da missão da Igreja. Nesses três ministérios, que ao final se auto-implicam, temos toda a vida cristã e, por excelência, a vida do presbítero. O padre existe para isso. Nesse sentido, ele é o homem do templo, do tabernáculo, do altar. Ele é o homem da Missa, enquanto esta se entende como celebração da paixão, da morte e da ressurreição do Senhor. Assim, na Missa o padre celebra também sua paixão pelo Povo de Deus e pelo Reino de Deus, realiza sua morte – a morte de seus sentimentos, pensamentos, desejos, preocupações etc. – como oferta da vida, e festeja sua ressurreição, sua transfiguração como um outro Cristo, o único sacerdote que, efetivamente, preside a assembleia cristã.
Convido, pois, os leitores para que orem, pelos seus sacerdotes para que sejam homens do templo, do tabernáculo, do altar, para que presidam a liturgia com a unção e a santidade do único e eterno sacerdote, Jesus Cristo.



Pe. Vitor Galdino FellerDiretor e professor de teologia no ITESC - Instituto Teológico de Santa Catarina. 16 / 03 / 2010


Sem. Agnaldo Bueno

segunda-feira, março 22, 2010

Bento XVI: precisamos de sacerdotes que falem de Deus ao mundo

O Santo Padre deteve-se sobre o tema do encontro “Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote”, reiterando o valor do celibato e convidando os sacerdotes a contrastarem aqueles reducionismos que querem transformar o padre num “agente social”.

A saudação ao Papa foi feita pelo Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes. O purpurado brasileiro manifestou a sua “plena solidariedade, comunhão, apoio e oração” ao Papa, em tempos “não fáceis e muitas vezes repletos de sofrimentos para a Igreja”.

O mundo de hoje precisa de sacerdotes que sejam profundamente tais. Bento XVI reiterou que numa época que “tende a desvanecer todo tipo de concepção de identidade, por muitos considerada contrária à liberdade e à democracia”, é preciso considerar de modo bem claro “a peculiaridade teológica do Ministério ordenado”.

Isso deve ser feito para não se “ceder à tentação de reduzi-lo às categorias culturais dominantes”:

“Num contexto de difusa secularização, que progressivamente exclui Deus da esfera pública e, de modo tendencial, também da consciência social partilhada, muitas vezes o sacerdote é visto como “estranho” à percepção comum, justamente pelos aspectos mais fundamentais de seu ministério, como o ser homem do sagrado, tirado do mundo para interceder em favor do mundo, em tal missão constituído por Deus e não pelos homens.”

O Papa observou que “é importante superar perigosos reducionismos” que, nos anos passados, “apresentaram o sacerdote quase com um “agente social”, correndo o risco de trair o próprio Sacerdócio de Cristo. Ao invés, é preciso “reafirmar, também em nossos dias, o valor sagrado do celibato”. Ele é “uma autêntica profecia do Reino – explicou o Pontífice – “expressão da doação de si a Deus e aos outros”:

“Como se mostra sempre mais urgente a hermenêutica da continuidade para compreender de modo adequado os textos do Concílio Ecumênico Vaticano II, analogamente se mostra necessária uma hermenêutica que podemos definir como sendo hermenêutica “da continuidade sacerdotal”, a qual, partindo de Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo – e passando pelos dois mil anos de história de grandeza e de santidade, de cultura e de piedade vividos pelo sacerdócio – chegue até os nossos dias.”

Bento XVI prosseguiu seu discurso afirmando que no tempo em que vivemos é importante que o chamado ao sacerdócio “floresça dentro do carisma da profecia”:

“É preciso sacerdotes que falem de Deus ao mundo e que apresentem o mundo a Deus; homens não sujeitos a modas culturais efêmeras, mas capazes de viver autenticamente aquela liberdade que somente a certeza da pertença a Deus é capaz de dar.”

O Pontífice ressaltou que “a profecia mais necessária é a da fidelidade, que partindo da Fidelidade de Cristo à humanidade, mediante a Igreja e o Sacerdócio ministerial, leve a viver o próprio sacerdócio na total adesão a Cristo e à Igreja”.

De fato, “o sacerdote não pertence mais a si mesmo, mas é “propriedade” de Deus” – foi a sua reflexão. E esse seu “ser de Outro” – acrescentou – “deve tornar-se reconhecível por todos, mediante um límpido testemunho”:

“No modo de pensar, de falar, de julgar os fatos do mundo, de servir e amar, de relacionar-se com as pessoas, como também no vestir, o sacerdote deve adquirir força profética de sua pertença sacramental, do seu ser profundo. Consequentemente, deve cuidar-se de subtrair-se à mentalidade dominante, que tende a associar o valor do ministro não a seu ser, mas à sua função, desconhecendo assim, a obra de Deus que incide na identidade profunda da pessoa do sacerdote, configurando-o a Si de modo definitivo.”

O Papa evidenciou que a vocação do sacerdócio é, portanto, “uma altíssima vocação que permanece um grande Mistério até mesmo para os que a receberam como doação”:

“Os nossos limites e as nossas fraquezas devem induzir-nos a viver e a custodiar com profunda fé tal dom precioso, com o qual Cristo nos configura a Si, tornando-nos partícipes da sua Missão salvífica.”

O Santo Padre reiterou a necessidade de “uma vida profética” que “favoreça o advento do Reino de Deus já presente e o crescimento do Povo de Deus na fé”. O Papa concluiu o seu discurso com uma exortação que constitui também um desafio para os sacerdotes de hoje:

“Caríssimos sacerdotes, os homens e as mulheres do nosso tempo nos pedem somente que sejamos profundamente sacerdotes, e nada mais.”

Por fim, um encorajamento do Santo Padre:

“Os fiéis leigos encontrarão em tantas outras pessoas aquilo de que humanamente precisam, mas somente no sacerdote poderão encontrar aquela Palavra de Deus que deve estar sempre em seus lábios.”

Fonte: http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=363860

Sem: Agnaldo Bueno

sexta-feira, março 19, 2010

A VIDA DE SÃO JOSÉ


José nasceu provavelmente em Belém, o pai se chamava Jacó (Mt 1,16) e parece que ele fosse o terceiro de seis irmãos. A tradição nos passa a figura do jovem José como um rapaz de muito talento e de temperamento humilde, manso e devoto. José era um carpinteiro que morava em Nazaré. Com a idade de mais ou menos 30 anos foi convocado pelos sacerdotes do templo, com outros solteiros da tribo de David, para se casar. Quando chegaram ao templo, os sacerdotes colocaram sobre cada um dos pretendentes um ramo e comunicaram que a Virgem Maria de Nazaré teria se casado com aquele em que o ramo se desenvolvesse e começasse a germinar.
Maria, com a idade de 14 anos, foi dada em casamento a José, todavia ela continuou a morar na casa da familia em Nazaré da Galileia ainda por um ano, que era o tempo pedido pelos Ebreus, entre o período do casamento e a entrada na casa do esposo. Foi alí, naquele lugar, que recebeu o anúncio do Anjo e aceitou: "Eis-me, sou a serva do Senhor, aconteça a mim aquilo que disseste" (Lc 1,38). Como o Anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida (Lc 1,39), pediu a José para acompanhá-la a casa da sua prima que estava nos seus últimos três meses di gravidez. Tiveram que enfrentar uma longa viagem de 150 km porque Isabel morava a Ain Karim na Judéia. Maria ficou com ela até o nascimento de João Batista.Maria, voltando da Judéia, colocou o seu esposo diante a uma maternidade que ela não podia explicar.
Muito inquieto José combateu contra a angústia do suspeito e meditou até de deixá-la fugir secretamente (Mt 1,18) para não condená-la em público, porque era um esposo justo. Na verdade, denunciando Maria como adultera a lei previa que fosse lapidada e o filho do pecado morresse con ela (Levitino 20,10); Deuteronomio 22,22-24). José estava para atuar esta idéia quando um Anjo apareceu em sonho a fim de dissipar os seus temores:"José, filho de David, não temer de casar com Maria, tua esposa, porque aquele que foi generado nela, vem do Espirito Santo" (Mt 1,20).
Todos os turbamentos sumiram e não só, antecipou a cerimonia da festa de ingresso na sua casa con a esposa.Com ordem de um edito de César Augusto que ordenava o censimento de toda a terra (Lc 2,1), José e Maria partiram para a cidade de origem da dinastia, Belém. A viagem foi muito cansativa, seja pelas condições desastrosas, seja pelo estado de Maria já próxima à maternidade. Belém naqueles dias era cheia de estrangeiros e José procurou em todas as locandas, um lugar para a sua esposa mas as esperanças de encontrar uma boa acolhença foram frustradas. Maria deu a luz ao seu filho em uma gruta na periferia de Belém (Lc 2,7) e alguns pastores correram para visitá-la e ajudá-la.
A lei de Moisés prescrivia que a mulher depois do parto fosse considerada impura, e ficasse 40 dias segregada se tivesse partorido um macho, e 80 dias se uma femea, e depois deveria se apresentar ao templo para purificar-se legalmente e fazer uma oferta que para os pobres era limitada a duas rolas e dois pombos. Se o menino era primogenito, ele pertencia pela lei ao Dio Jahvé. Vindo o tempo da purificação, eles vão ao templo para oferecer o primogenito ao Senhor. No templo encontraram o profeta Simeão que anunciou a Maria:"e também a ti uma espada traspassarà a alma" (Lc 2,35). Chegaram depois os Magos do oriente (Mt 2,2) que procuravam pelo recém nascido Rei dos Judeus.
Vindo ao conhecimento disto, Herodes teve um grande medo e procurou com todos os meios de saber onde estava a criança para poder eliminá-la. Os Magos entanto encontraram o menino, estiveram em adoração e ofereceram os dons dando tranquilidade à Santa Familia. Depois que eles partiram, um Anjo do Senhor, que apareceu a José, o convidou a fugir:"Levanta-te, pega o menino e a sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que não te aviso quando voltar; porque Herodes está procurando o menino para matá-lo. (Mt 2,13). José foi logo embora com a familia (Mt 2,14) para uma viagem de mais ou menos 500 km.
A maior parte do caminho foi pelo deserto, infestado da numerosas serpentes e muito perigoso por causa dos brigantes. A Sagrada Familia teve assim que viver a penosa experiencia de prófugos longe da própria terra, para que acontecesse, quanto tinha dito o Senhor por meio do Profeta (Os XI,1):"Eu chamei o filho meu do Egito" (Mt 2,13-15).
No mês de Janeiro do ano 4 a.C., imediatamente depois da morte de Herodes, um Anjo do Senhor apareceu em sonho a José no Egito e lhe disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe e vai na terra de Israel; na verdade morreram aqueles que procuravam matar o menino" (Mt 2,19). José obedeceu às palavras do Anjo e partiram mas quando chegou a eles a notícia que o sucessor de Herodes era o filho Archelao teve medo de ir embora.
Avisado em sonho, foi embora da Galileia e foi morar em uma cidade chamada Nazaré, porque assim aconteceria quanto foi dito pelos profetas: "Ele serà chamado Nazareno" (Mc 2,19-23). A Sagrada Familia, como cada ano, foi a Jerusalém para a festa da Pascoa. Passado os dias de festa, retornando a casa, acreditavam que o pequeno Jesus de 12 anos fosse na comitiva. Mas quando souberam que não era com eles, iniciaram a procurá-lo desesperadamente e depois de três dias, o encontraram no templo, sentado no meio dos mestres, enquanto os escutava.
Ao verem ele, ficaram perplexos e sua mãe lhe disse: "Filho, porque nos fez isto? Eis, teu pai e eu, angustiados te estavamos procurando". (Lc 2,41-48).
Passaram outros vinte anos de trabalho e de sacrifício para José, sempre perto a sua esposa e morreu pouco antes que seu filho iniciasse a predicação. Não viu a paixão de Jesus no Golgota provavelmente porque não teria podido suportar a atroz dor da crocificação do Filho tanto amado.


Sem. Agnaldo Bueno
LADAINHA DE SÃO JOSÉ


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós!

São José,

“Ilustre filho de David,

“Luz dos Patriarcas,

“Esposo da Mãe de Deus,

“Casto guarda da Virgem,

“Sustentador do Filho de Deus,

“Zeloso defensor de Jesus

“Chefe da Sagrada Família,

“José justíssimo, rogai por nós!

José castíssimo,

“José prudentíssimo,

“José fortíssimo,

“José obedientíssimo,

“José fidelíssimo,

“Espelho de paciência,

“Amante da pobreza,

“Modelo dos trabalhadores,

Honra da vida de família,

“Guarda das virgens,

“Amparo das famílias,

“Consolação dos infelizes,

“Esperança dos doentes,

“Patrono dos moribundos,

“Terror dos demônios, “
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Ele o constituiu Senhor da sua casa.
E o fez príncipe de todos os seus bens.

Oremos: Ó Deus que, por inefável Providência, Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José por esposo de Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no Céu por intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém!

O Sacerdote é um Dom de Cristo para a Comunidade

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de Florianópolis

João Paulo II e os sacerdotes

Ao longo de seu pontificado (1978 – 2005), o Papa João Paulo II deu uma atenção especial aos sacerdotes. Anualmente, por ocasião da Quinta-feira Santa, publicava uma “Carta a todos os Sacerdotes da Igreja”. Para cada ano, escolhia um tema especial. Sua primeira carta, de 8 de abril de 1979, começava assim: “Nos inícios de meu novo ministério na Igreja, sinto profundamente a necessidade de me dirigir a vós, (...), sacerdotes, que sois meus irmãos em virtude do sacramento da Ordem”. O texto que segue é dessa Carta (n. 4).

Não se pode renunciar ao sacerdócio

“Nosso sacerdócio sacramental... é um «serviço» em relação à comunidade dos fiéis. Não se origina, porém, a partir dessa comunidade, como se fosse ela a «chamar», ou a «delegar». É dom, sem dúvida para a comunidade; mas provém de Cristo, da plenitude do seu sacerdócio. Tal plenitude tem a sua expressão no fato de Cristo, embora tornando a todos idôneos para oferecer o sacrifício espiritual, chamar e habilitar alguns para serem ministros do seu sacrifício sacramental, a Eucaristia, em cuja oblação concorrem todos os fiéis e no qual são inseridos os sacrifícios espirituais do Povo de Deus.
Conscientes dessa realidade, compreendemos de que modo nosso sacerdócio é «hierárquico», isto é, está ligado ao poder de formar e de reger o povo sacerdotal e é, precisamente por isso, «ministerial». Desempenhamos, pois, o múnus, mediante o qual o próprio Cristo «serve» incessantemente o Pai na obra da nossa salvação. Toda a nossa existência sacerdotal é e deve ser profundamente penetrada por esse serviço, se quisermos realizar, de maneira adequada, o sacrifício eucarístico in persona Christi [na pessoa de Cristo]. O sacerdócio exige particular integridade de vida e de serviço; tal integridade condiz muito bem com nossa identidade sacerdotal. Nela se exprimem a grandeza da nossa dignidade e a «disponibilidade» que lhe é própria: a prontidão humilde para aceitar os dons do Espírito Santo e distribuir aos outros os frutos do amor e da paz (...).
Uma vez que o sacerdócio nos é dado para servir constantemente os outros, como fazia o Senhor Jesus Cristo, não se pode renunciar a ele por causa das dificuldades que encontramos e dos sacrifícios que nos são exigidos. Tal como os apóstolos, também nós deixamos tudo para seguir Cristo. Por isso, devemos perseverar ao lado dele, mesmo nos momentos de cruz.”



Sem. Agnaldo Bueno

quinta-feira, março 18, 2010

Fiéis rezam pela beatificação do Anjo Bom do Brasil
Semana de Irmã Dulce 2010

A Semana de Irmã Dulce – evento realizado anualmente desde 1993, em Salvador, Bahia - ganha, este ano, um componente especial. Os fiéis, admiradores da vida e obra de Irmã Dulce, o Anjo Bom do Brasil, se revezarão em orações para que a beatificação da freira seja anunciada o mais breve possível pelo Vaticano. Com a concessão do título de Venerável pelo papa Bento XVI em 2009, os fiéis têm motivos para renovar sua expectativa pelo anúncio da beatificação. O período é A Semana de Irmã Dulce também é dedicada à memória e ao carisma da ‘Mãe dos Pobres e acontece entre os dias 8 e 13 de março.
O ponto alto será missa do dia 13, às 9h, pela passagem dos 18 anos de falecimento da freira, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, futuro Santuário de Irmã Dulce, no antigo Cine Roma, localizado no bairro do Bonfim, em Salvador.
Merece destaque ainda a reedição da exposição “Meio século pensando no próximo”, no Shopping Piedade, onde permanece até o sábado, dia 13. A mostra, que retrata a vida e obra de Irmã Dulce e os 50 anos de fundação da OSID através de painéis e recursos de áudio e vídeo. Depois, entre os dias 29 de abril e 12 de maio, a exposição será apresentada em Feira de Santana.
A programação se completa com a entrega da Comenda de Sócio Honorário e Benemérito das Obras Sociais Irmã Dulce, em solenidade a ser realizada no dia 11 de março, às 17 horas, no auditório do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Santo Antônio. Também serão realizados eventos internos de acolhimento aos novos médicos residentes, premiação dos profissionais e voluntários que se destacaram no apoio às Obras Sociais Irmã Dulce e uma vasta programação religiosa.

COMO ESTÁ O PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DE IRMÃ DULCE
Iniciada em janeiro de 2000, a causa para beatificação de Irmã Dulce venceu em abril de 2009 a penúltima etapa. O Papa Bento XVI reconheceu as virtudes heróicas da Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, autorizando oficialmente a concessão do título de Venerável à freira baiana. O reconhecimento foi comunicado pelo próprio Papa ao prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o Arcebispo Ângelo Amato, em audiência realizada no Vaticano. Com a medida, a freira passou a ser chamada de “Venerável Dulce”.
O título é o reconhecimento de que Irmã Dulce viveu, em grau heróico, as virtudes cristãs da fé, esperança e caridade, e permite que a causa da beatificação da religiosa cumpra agora sua última etapa: a confirmação do milagre. Uma graça só é considerada milagre após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição, que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter ‘preternatural’ (não explicado pela ciência). A comprovação do milagre é feita em três etapas: uma reunião com teólogos, com peritos médicos (que dão o aval científico) e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício.
Atualmente, o Memorial Irmã Dulce guarda mais de cinco mil cartas e depoimentos que relatam curas que os devotos acreditam milagrosas e operadas pela Fé naquela que é chamada de Mãe dos Pobres. A expectativa é que até o final de 2010 esta fase esteja concluída e os fiéis possam aguardar o anúncio da beatificação.
Os nove teólogos da Congregação para a Causa dos Santos que avalizaram por unanimidade a concessão do título de Venerável (etapa mais demorada do processo) destacaram em seus votos sua visão das virtudes da Mãe dos Pobres.

Sergio TonielloOSID- Assessoria de Comunicação.
Sem. Agnaldo Bueno

domingo, março 14, 2010

“Sejam profundamente sacerdotes e nada mais”,
clamou papa Bento XVI

O Papa Bento XVI discursou hoje, na sala das Bênçãos, no Vaticano, aos 700 bispos e sacerdotes participantes do Congresso Teológico Internacional promovido pela Congregação para o Clero. Com informações da Rádio Vaticana.
Bento XVI iniciou sua mensagem, dizendo que o mundo hoje necessita de sacerdotes que sejam profundamente tais, pois numa época "que tende a desvanecer todo tipo de concepção de identidade, por muitos considerada contrária à liberdade e à democracia, é preciso considerar de modo bem claro a peculiaridade teológica do Ministério ordenado", disse.
Alertando aos sacerdotes, Papa Bento XVI explicou que num contexto de difusa secularização, que progressivamente exclui Deus da esfera pública e, de modo tendencial, também da consciência social partilhada, muitas vezes "o sacerdote é visto como ‘estranho' à percepção comum, justamente pelos aspectos fundamentais do seu ministério, como ser o homem do sagrado, tirado do mundo para interceder em favor do mundo, em tal missão constituído por Deus e não pelos homens".
O Santo Padre destacou, também, a relevância do sacerdote saber se diferenciar e não assumir a função de um agente social, sob o risco de "trair o próprio sacerdócio de Cristo". Conforme o pontífice, é preciso, aliás, fazer o contrário "reafirmar em nosso dias o valor sagrado do celibato", que é "uma autêntica profecia do Reino", disse.
Para o pontífice, no tempo em que vivemos é imprescindível que o chamado ao sacerdócio "floresça dentro do carisma da profecia". Segundo Bento XVI, atualmente, é preciso sacerdotes que falem de Deus ao mundo e que apresentem o mundo a Deus. "homens não sujeitos a modas culturais efêmeras, mas capazes de viver autenticamente aquela liberdade que somente a certeza da pertença a Deus é capaz de dar", asseverou.
Conforme Bento XVI, a profecia mais necessária é da fidelidade; fidelidade de Cristo à humanidade. Assim, segundo o Papa, a Igreja e o sacerdócio ministerial leva a viver o próprio sacerdócio na total adesão a Cristo e à Igreja. Neste sentido, o sacerdote deve se entregar totalmente a Deus. "É propriedade de Deus", afirmou. E "deve tornar reconhecível por todos, mediante um límpido testemunho", complementou.
O Papa salientou ainda que os sacerdotes devem subtrair-se a mentalidade dominante, que tende a associar o valor do ministro não ao seu ser, mas à sua função. Para o pontífice, o sacerdote deve adquirir força profética de sua pertença sacramental, do seu ser profundo em tudo que conduz a sua vida.
Por fim, o Santo Padre afirmou que o sacerdócio é "uma altíssima vocação que permanece um grande Mistério até mesmo para os que a receberam como doação". Conclui, exortando os sacerdotes a serem "profundamente sacerdotes e nada mais".


Publicado 2010/03/12 Autor: Gaudium PressSecção: Mundo

Sem. Agnaldo Bueno

sexta-feira, março 12, 2010

SOBRE O PROGRMA EXIBIDO PELO SBT, SOBRE PADRES PEDÓFILOS. NA CIDADE DE ARAPIRACA.


Muito triste e chocado com a reportagem, quero fazer algumas considerações sobre o assunto: Na minha opinião quando fazemos uma opção de vida, devemos estar convictos do que estamos fazendo E escolhendo para toda a vida. Se você decide ser Padre , deve saber que está deixando de lado a carne e partindo para um trabalho com espirito. Se você decide casar, deve saber que está deixando todas as outras mulheres por causa de uma. Como um Padre pode pregar o Evangelho, atender em confissão, aconcelhar fiéis e ter uma conduta duvidável como mostrou ontem o Programa do SBT? Quantos fiéis hoje estão sofrendo por conhecer a outra face do seu Lider Espiritual, algo que nos deixa bem magoados e tristes?

Percebe-se ao ler os comentários ou ouvi-los por ai, quanto somos ignorantes por julgar a Igreja e até condena-la!!! Mas bem vejamos o outro lado dos julgamentos...

1. Questionou-se muito o Celibato como uma das razões da Pedofilia, seriam os padres os maiores criminosos? Acho que não!!! O celibato não é o culpado da Pedofilia. O maior número de criminosos está entre os casados e portanto não celibatários!!! Pesquisas recentes, mais ousadas do que eu, diriam que esse número é assustador entre pessoas da família da criança!!!

2. Quando um Padre comete um crime desses, que é realmente abominável, faz-se uma reviravolta... Mas se esquece que a Pedofilia é cometida por seres "humanos" e não somente por padres!!! Pq se fosse só por padres, o número seria muito ineferior!!!

3. Será que esses "meninos" não usaram o Padre que, ingenuamente ou levado pelos seus desejos sexuais pervertidos, foi levado a chantagem com finalidade lucrativa? Isto seria culpa de quem? Do padre ou de uma sociedade capitalista neo-liberal que visa o lucro acima de tudo? Onde está a Instituição Família? Quem educa essas "crianças"? Tenho pena desses "meninos" que também são oportunistas.

4. Por que dá ibope falar de padres e da Igreja Católica? Por causa de sua imagem e de sua importância diante da sociedade!!! Somos a única Instituição que perdurou tantos anos!!! Atravessamos Milênios!!! Falar de Padre Santo não dá ibope!!! Questiono ai por causa das porcarias que ouvimos e que passam pelas tais tvs.

Não percamos nossa fé, alicerçada no Cristo!!! A Igreja somos nós, e se algum membro peca, todo o corpo está ferido também pelo pecado!!!

Tudo que vimos deve servir para que aumentemos nossa fé em Jesus Cristo e colaboramos mais ativamente na Igreja!!! Tenho certeza que muitos que falam mal disso ou daquilo, mas não sabem bem, nem o que é a Igreja. Mas, como todos somos técnicos em todas as áreas do conhecimento, queremos palpitar em tudo e sobre tudo!!!

Criminosos devem ser punidos!!! E, eles não estão somente na Igreja!!!

Tenho pena daqueles fiéis que com certeza estão sofrendo com os fatos.

Rezemos por nossos sacerdotes e seminaristas para que Deus os fortifique na sua luta pela fidelidade!!! Que neste Ano Sacerdotal possamos rezar pelos nossos lideres Espirituais, pelos nossos Sacerdotes e por aqueles que vivem ou deixam o mau entrar na sua vida. Sejamos confiantes, Deus é Bom, Deus nunca jamais abandonara sua amada Igreja. Que a Virgem Maria Mãe de todos os Sacerdotes interceda junto ao Seu Filho Jesus por cada um dos fieis e dos Sacerdotes.


Deus está acima de tudo isso, portanto , continuo crendo em Nosso Senhor Jesus Cristo e na Santa Igreja Católica Apóstolica Romana.
Sem Agnaldo Bueno